Putin chama líderes europeus de “porquinhos” e nega ameaça à Europa
Vladimir Putin diz que alerta europeu é “histeria”, mantém objetivos da guerra e acusa Otan de se preparar para conflito
atualizado
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou líderes europeus de “porquinhos” e classificou como “histeria” as preocupações do Ocidente sobre uma possível ofensiva russa contra a Europa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17/12), durante pronunciamento em um evento do Ministério da Defesa russo.
“Os porquinhos europeus imediatamente se uniram aos esforços da administração anterior dos EUA buscando lucrar com o colapso do nosso país, recuperar o que havia sido perdido em períodos históricos anteriores e se vingar”, declarou. “Os objetivos da operação militar especial serão alcançados”, acrescentou.
Segundo ele, Moscou busca cooperação com os Estados Unidos e com países europeus, apesar do atual cenário de tensão. “No Ocidente falam em se preparar para uma grande guerra, e o nível de histeria está aumentando. As declarações sobre uma ameaça russa são mentiras”, afirmou Putin.
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- Putin ameaçou intensificar a ofensiva caso as negociações de paz fracassem.
- Segundo ele, a Rússia seguirá pela via diplomática, mas poderá recorrer à força militar se a Ucrânia “abandonar o diálogo”.
- Autoridades norte-americanas relataram otimismo, e afirmaram que até “90%” dos pontos teriam sido encaminhados.
- Zelensky, afirmou que o país abriu mão da intenção de ingressar na Otan em troca de garantias de segurança do Ocidente.
O ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, reforçou o discurso confrontacional e acusou a Europa de prolongar o conflito. Para ele, o avanço das tropas russas deve continuar ao menos até 2026. Belousov também afirmou que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que estaria se preparando para uma guerra.
As declarações do governo russo ocorrem após oito países da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia divulgarem uma declaração conjunta alertando para a necessidade “imediata e urgente” de reforçar a segurança do flanco leste do bloco. O documento foi assinado por Suécia, Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Bulgária.
No texto, os países afirmam que o ambiente de segurança no leste europeu “mudou de forma irreversível” devido à guerra.
“A Rússia é a ameaça mais significativa, direta e de longo prazo à nossa segurança”, afirmam os signatários, que defendem o fortalecimento das capacidades militares e do preparo para crises na União Europeia.






