Putin: “Não anexamos a Crimeia, simplesmente estamos ajudando pessoas”

Em discurso, Putin nega anexação da Crimeia, acusa Ucrânia de golpe e ameaça tomar Donbas “pela força” caso Kiev não recue

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Kremlin
Imagem colorida de Vladimir Putin - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Vladimir Putin - Metrópoles - Foto: Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a defender a atuação de Moscou na Crimeia, endurecendo o tom sobre a guerra na Ucrânia, em meio a novas tratativas por um acordo de paz. Em entrevista, divulgada nesta quinta-feira (4/12), ele afirmou que a Rússia “não anexou a Crimeia”, mas “auxiliou um povo ameaçado após um golpe de Estado em Kiev”.

Não anexamos a Crimeia. Quero deixar isso bem claro. Simplesmente viemos ajudar pessoas que não queriam ver suas vidas e futuros à mercê daqueles que orquestraram o golpe na Ucrânia”, declarou Putin.

Segundo ele, os moradores da península reconheceram pertencer à Ucrânia após o fim da União Soviética, mas não desejavam viver sob “ameaças de represálias”.

O russo também rejeitou a ideia de que o interesse russo estaria ligado ao porto estratégico da Crimeia. “Não havia necessidade de tomar o porto. Nossa Marinha estava estacionada lá em virtude de um acordo com a Ucrânia, isso é um fato”, afirmou.

No mesmo pronunciamento, reforçou que Moscou tomará toda a região de Donbas “pela força das armas”, caso a Ucrânia não retire suas tropas. Putin declarou que Moscou assumirá o controle total de Donetsk e Luhansk, caso Kiev não recue. “Ou libertamos esses territórios pela força das armas, ou as tropas ucranianas deixam esses territórios”, ressaltou.

Atualmente, a Rússia controla 19,2% da Ucrânia, incluindo Luhansk, mais de 80% de Donetsk e partes de Kherson, Zaporizhzhia, Kharkiv e Sumy. Cerca de 5 mil km² de Donetsk seguem sob controle ucraniano.

Recentemente, Moscou anunciou a captura das cidades estratégicas de Pokrovsk e Vovchansk, no leste da Ucrânia. Kiev contesta e acusa a Rússia de inflar ganhos militares em um momento de desgaste nas defesas ucranianas.

Putin: “Não anexamos a Crimeia, simplesmente estamos ajudando pessoas” - destaque galeria
6 imagens
Presidente da Rússia, Vladimir Putin
O presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, se cumprimentam durante reunião no Kremlin, em Moscou, em 6 de agosto de 2025
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
Putin: “Não anexamos a Crimeia, simplesmente estamos ajudando pessoas” - imagem 5
Volodymyr Zelensky
O presidente russo Vladimir Putin
1 de 6

O presidente russo Vladimir Putin

Contributor/Getty Images
Presidente da Rússia, Vladimir Putin
2 de 6

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

Reprodução
O presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, se cumprimentam durante reunião no Kremlin, em Moscou, em 6 de agosto de 2025
3 de 6

O presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff, se cumprimentam durante reunião no Kremlin, em Moscou, em 6 de agosto de 2025

Kremlin Press Office / Handout/Anadolu via Getty Images
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
4 de 6

Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin
Putin: “Não anexamos a Crimeia, simplesmente estamos ajudando pessoas” - imagem 5
5 de 6

Gabinete Presidencial da Ucrânia
Volodymyr Zelensky
6 de 6

Volodymyr Zelensky

Getty Images

Negociações correm apenas entre Moscou e Washington

Em paralelo às declarações, o Kremlin confirmou que as tratativas sobre um possível acordo de paz estão ocorrendo exclusivamente entre Rússia e Estados Unidos, sem participação europeia. “A comunicação está ocorrendo somente entre Washington e Moscou”, disse o assessor Yuri Ushakov.

A reunião entre o presidente russo e os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, realizada na terça (2/12), durou quase cinco horas e tratou apenas da guerra. Moscou apresentou críticas e sugestões aos documentos levados pelos EUA, e Ushakov classificou o encontro como “franco”, “útil” e “construtivo”.

Autoridades ucranianas viajaram nesta quinta para Washington a fim de apresentar suas posições sobre o plano em discussão. Zelensky segue afirmando que não aceitará concessões territoriais.

Nos EUA, Donald Trump alfinetou o líder ucraniano ao dizer que Zelensky “demorou muito” para negociar com Moscou. “Eu disse: ‘vocês não têm cartas na manga’. Aquele era o momento de negociar”, afirmou o republicano, sugerindo que Kiev perdeu oportunidades estratégicas.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?