Primeira-dama da Ucrânia pede fim da guerra: “Temo pelo meu marido”

As declarações foram dadas em entrevista ao canal de notícias norte-americano CBS. A conversa foi exibida nesta terça-feira

atualizado 15/03/2022 15:03

A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, com roupas brancas ao lado do marido, o presidente Zelensky, de terno. Eles carregam flores - MetrópolesPressOffice of Ukrainian Presidency/Anadolu Agency via Getty Images

A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, voltou a pedir o fim da guerra. Em um relato emocionante, ela se solidarizou com os ucranianos e disse temer que o Exército russo mate o presidente Volodymyr Zelensky.

As declarações foram dadas em entrevista ao canal de notícias norte-americano CBS. A conversa foi exibida nesta terça-feira (15/3).

“Como toda mulher na Ucrânia, agora temo pelo meu marido”, iniciou Zelenska. “Todas as manhãs, antes de ligar para ele, rezo para que tudo corra bem. Também sei o quão forte e resistente ele é. Ele é capaz de suportar qualquer coisa, especialmente quando defende as pessoas e as coisas que ama”, acrescentou.

Ela fez um apelo para o fim do conflito no Leste Europeu. “Acho que minha mensagem é muito parecida com a que o mundo inteiro transmite. Apenas duas palavras simples: Pare a guerra”, concluiu a primeira-dama.

Essa é a segunda declaração pública de Zelenska sobre a guerra. Antes, ela divulgou uma carta em defesa das crianças ucranianas. À época, 50 haviam morrido. Agora, o número subiu para 97.  “É assassinato de civis que são pacíficos”, escreveu em tom de lamento no início do mês.

Com risco extremo, o prefeito de Kiev, Wladimir Klitschko, decretou um toque de recolher de 35 horas na cidade coração do poder. A medida vai valer da noite desta terça-feira até a quinta-feira (17/3). Ao menos cinco pessoas morreram nesta manhã na região.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou a situação e fez um alerta. “Russos consideram como meta principal conquistar Kiev”, disse em um pronunciamento gravado.

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Os primeiros-ministros da Polônia, Mateusz Morawiecki; da República Tcheca, Petr Fiala; e da Eslovênia, Janez Janša;  viajaram para Kiev nesta terça-feira.

A visita é uma sinalização de apoio à Ucrânia por parte da União Europeia. Eles são os primeiros líderes que visitam a capital ucraniana desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro.

No segundo dia consecutivo com ataques a prédios residenciais em Kiev, mais duas pessoas morreram após bombardeio russo, nesta terça-feira. De acordo com o serviço de emergência da Ucrânia, 46 indivíduos tiveram de ser resgatados.

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Militares na fronteira

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou que 40 mil soldados estão na fronteira da Ucrânia. Esta é a primeira vez que a entidade militar liderada pelos Estados Unidos divulga o efetivo no Leste Europeu.

Nesta segunda-feira (15/3), em entrevista transmitida ao vivo de Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, fez alertas importantes sobre o recrudescimento da guerra, que completa 20 dias.

A maior preocupação é o uso de armas químicas e nucleares pelo Exército russo. Além da Otan, os Estados Unidos e o Reino Unido acusam a Rússia de planejar esse tipo de ataque.

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