Presidente da Guiana sobre explosão que matou criança: “Terrorismo”. Veja vídeo

Explosão em posto de combustíveis matou menina de 6 anos e deixou quatro feridos. Suspeito é venezuelano ligado a grupo criminoso

atualizado

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Riccardo Savi/Getty Images for Concordia Summit
O presidente da Guiana, Irfaan Ali - Metrópoles
1 de 1 O presidente da Guiana, Irfaan Ali - Metrópoles - Foto: Riccardo Savi/Getty Images for Concordia Summit

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, classificou neste sábado (1º/11) como “terrorismo” a explosão em um posto de combustíveis em Georgetown ocorrida na última semana. Um venezuelano suspeito de integrar um grupo criminoso é apontado como responsável pelo ataque.

“Este atentado cumpre todas as características de terrorismo. Foi uma tentativa de semear o medo e o caos, de criar tensão”, afirmou Ali durante cerimônia pelos 60 anos das Forças Armadas guianenses.

O ataque provocou a morte de uma menina de 6 anos e ferimentos em quatro pessoas que estavam em um veículo próximo ao posto. Segundo as autoridades, o suspeito entrou na Guiana no mesmo dia, vindo da Venezuela, portando explosivos usados na detonação.

Cinco venezuelanos e quatro guianenses foram detidos, mas a motivação do crime ainda não foi esclarecida. Ali garantiu que as investigações serão aprofundadas e enfatizou que migrantes venezuelanos não devem ser discriminados. “Não devemos permitir, nem justificar que a indignação nos leve pelo caminho dos preconceitos ou da discriminação”, disse o presidente.

Veja vídeo: 

Quadrilha Tren de Aragua

A imigração venezuelana tem sido alvo de críticas devido ao aumento da criminalidade em países vizinhos, especialmente pelo envolvimento de membros da quadrilha Tren de Aragua, que tem se beneficiado da diáspora para extorquir migrantes e expandir suas operações na América Latina.

O episódio ocorre em meio a tensões históricas entre Guiana e Venezuela pela disputa territorial do Essequibo, uma área de mais de 160 mil km² rica em petróleo, administrada por Georgetown.

A crise no país vizinho e a presença de grupos criminosos transnacionais tornam a região vulnerável a ataques e aumentam a preocupação com a segurança fronteiriça.

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