Presidente do Uruguai diz que relação com Brasil não depende de "afinidade"
Após 1° turno com Flávio à frente, Yamandú Orsi, próximo de Lula, afirmou que relação pessoal não pode interferir na relação entre países
06/10/2026 09:36

O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, afirmou nessa segunda-feira (5/10) que a relação do país com o Brasil não depende de “afinidade”, ao comentar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial do Brasil, que terminou com Flávio Bolsonaro (PL) à frente.
Orsi, político de esquerda e próximo de Lula (PT), comentou sobre o pleito brasileiro, citou que outros países da América do Sul elegeram líderes de direita e a relação diplomática com o Uruguai segue normalmente.
“Afinidade e conhecimento não podem interferir nas relações com outros países. Minha relação com os países vizinhos tem sido a mesma em ambos os governos [de esquerda ou direita]”, disse Orsi.
Ao ser questionado por um repórter sobre o apoio a Lula, o presidente uruguaio disse que “apoio político é apoio político, relação é outra coisa”. Orsi elogiou o fato de o processo eleitoral ter ocorrido democraticamente e sem incidentes:
“Acho que tudo correu bem. O mais importante é que isso aconteceu dentro da estrutura das normas democráticas e da convivência. Agora vem o segundo turno. Claro que alguns resultados podem nos surpreender. Vamos ver como as coisas se desenrolam no segundo turno”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO uruguaio ainda foi questionado se a predominância da direita nas presidências da América do Sul pode dificultar o futuro do campo da esquerda, e respondeu que enquanto o pleito seguir as regras democráticas, é positivo.
“Enquanto os partidos ou as tendências, direita, esquerda, centro, chegam pela via eleitoral, temos que dizer que as regras do jogo estão respeitando, e isso é positivo. O pêndulo muitas vezes se move. Então, cuidar as regras do jogo democrático, cuidar que as instituições funcionem, isso te dá garantia para o futuro de que a alternância é parte da vida normal”, disse Orsi.
A eleição presidencial no Brasil irá para segundo turno, em 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, o senador bolsonarista venceu com 47,3% dos votos válidos, enquanto o petista teve 45,16%.



