Presidente do Paraguai depõe no caso sobre Itaipu

Tema se tornou controverso porque poderia prejudicar os paraguaios com a venda de energia excedente da usina para o Brasil

atualizado 11/08/2019 21:32

Durante cinco horas, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, depôs neste domingo (11/08/2019) para três promotores que investigam uma ata que aparentemente foi assinada em segredo com o Brasil para a utilização da eletricidade da usina de Itaipu, em um negócio que seria prejudicial para o Paraguai.

O documento foi rubricado por representantes dos dois países em 24 de maio passado em Brasília, mas em 1º de agosto o Paraguai o anulou de maneira unilateral, após o surgimento de uma grande polêmica que resultou em protestos, da população e de partidos opositores, e também a renúncia de várias autoridades paraguaias.

A chancelaria brasileira até o momento não aprovou essa revogação.

O tema se tornou controverso porque poderia prejudicar o Paraguai com a venda de energia excedente da usina para o Brasil Itaipu é compartilhada pelos dois países.

Sem detalhes
“O presidente respondeu nossas perguntas, mas não podemos dar detalhes porque a investigação continua”, afirmou neste domingo a promotora Liliana Alcaraz em entrevista coletiva em uma sala da residência oficial do presidente em Assunção.

Os demais agentes do Ministério Público – Susy Riquelme e Marcelo Pecci – confirmaram que o chefe de Estado colocou à disposição seu telefone celular para verificar as mensagens a diferentes funcionários sobre a assinatura da ata.

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