Presidente do Paraguai anuncia transferência de embaixada em Israel

A decisão do atual presidente, Horácio Cartes, no entanto, pode ser revista por seu sucessor, o governista Mario Abdo Benítez

atualizado

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1 de 1 jerusalem - Foto: istock

O Paraguai poderá transferir, até o fim deste mês, de Tel Aviv para Jerusalém, sua embaixada em Israel. No entanto, a decisão do atual presidente, Horácio Cartes, pode ser revista por seu sucessor, o governista Mario Abdo Benítez, que tomará posse no dia 15 de agosto.

Benítez – eleito presidente em abril – disse não ter sido consultado por Cartes. “Israel é um país amigo do Paraguai”, afirmou. Mas, ainda assim, o presidente eleito considera a decisão de mudar a embaixada uma questão “diplomática”, passível de análise com “muita maturidade”.

Segundo a imprensa israelense, o presidente paraguaio desembarcará no dia 21/5 para abrir a nova embaixada do país. Honduras também apoia essa posição.

Nesta quarta-feira (16/5), a Guatemala se torna o segundo país, depois dos Estados Unidos, a transferir a embaixada em Israel para Jerusalém – uma cidade sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, que tanto os israelenses quanto os palestinos reclamam como capital e cujo status legal deveria ser definido pelas negociações de paz.

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de unilateralmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel foi criticada pela maioria da comunidade internacional. Muitos países – entre eles o Brasil – argumentam que o status da cidade sagrada só pode ser determinado por um acordo de paz entre israelenses e palestinos. Os dois povos estão em guerra há 70 anos, desde a criação do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948 – data batizada pelos palestinos como Dia da Catástrofe, porque resultou na expulsão de 700 mil árabes de um território, até então, colônia britânica.

Dos 86 países com representação diplomática em Israel, pouco mais de um terço assistiu à inauguração da nova embaixada norte-americana na segunda-feira (14/5), enquanto forças de segurança israelenses reprimiam protestos dos palestinos na Faixa de Gaza, a menos de 100 quilômetros de distância. Mais de 50 pessoas foram mortas e mil feridas. Tanto Israel quanto os Estados Unidos foram duramente criticados pelo excessivo uso de violência.

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