Presidente de Portugal dissolve parlamento e anuncia novas eleições
O anúncio vem na esteira da renúncia do primeiro-ministro português, António Costa, investigado em escândalo de corrupção

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas para março de 2024. Ele comunicou a decisão em discurso feito na tarde desta quinta-feira (9/11) no Palácio de Belém, residência oficial da Presidência da República.
O anúncio vem na esteira da renúncia do primeiro-ministro português, António Costa, alvo de uma operação policial que investiga um escândalo de corrupção no setor de energia.
Marcelo Sousa, do Partido Social Democrata (PSD), centrou o discurso nas justificativas das medidas. Uma das principais razões é a necessidade de garantir o funcionamento das instituições em meio ao vácuo institucional repentino. “Melhor clareza e mais vigoroso rumo para superar um vazio inesperado que surpreendeu e perturbou tanto os portugueses”, pontuou.
Segundo o presidente de Portugal, os principais partidos de oposição se manifestaram a favor da convocação de novas eleições. Já os membros do Partido Socialista (PS), maioria no Parlamento português e sigla de António Costa, propuseram a nomeação de um premiê membro da legenda, com indicação do presidente do partido, Carlos César, ao cargo.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPor fim, Sousa elogiou António Costa por permanecer nas funções do cargo até a substituição. A exoneração será formalizada até o início de dezembro, para que a proposta de lei orçamental portuguesa para 2024 seja votada em 29 de novembro.
Reação
O PS demonstrou certo otimismo com a decisão de convocar novas eleições. À imprensa José Luís Carneiro (PS), ministro da Administração Interna, adiantou que o partido deve colaborar com a estabilidade. “Temos o dever de dar o exemplo daquilo que diz respeito às instituições democráticas”, destacou.
Houve concordância também do PSD, principal legenda de oposição. Aos jornalistas Luís Montenegro, líder da sigla, declarou ser inevitável devolver a decisão aos eleitores. No entanto, culpou o PS pelo momento político que o país vive. “É o terceiro pântano político em que o Partido Socialista faz mergulhar Portugal nos últimos 22 anos”, criticou.



