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Mundo

Premier garante que Iraque não será ameaça para vizinhos após saída dos EUA

Declaração do premier do Iraque aconteceu um dia após a retirada de tropas dos Estados Unidos do país

01/10/2026 16:17
Michele Tantussi/Getty Images
Imagem colorida mostra premier do Iraque - Metrópoles

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o país não será utilizado para atacar vizinhos da região após os Estados Unidos retirarem tropas do território iraquiano. A declaração aconteceu nesta quinta-feira (1º/10).

Durante discurso, o premier iraquiano afirmou que o país reconquistou pontos importantes de sua própria soberania.

“[Entre eles] o fim da presença de qualquer oposição armada estrangeira no território iraquiano, e a proibição de usar o Iraque como ponto de partida para ataques contra países vizinhos”, disse al-Zaidi ao destacar tais conquistas.

A fala do primeiro-ministro do Iraque acontece em evento que comemorou o Dia da Soberania — data declarada para celebrar o fim da missão militar estrangeira no país.

As últimas tropas dos Estados Unidos deixaram o Iraque na quarta-feira (30/9), marcando o fim de uma ocupação militar que durou cerca de 12 anos.

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Forças norte-americanas estavam no país desde 2014, quando os EUA criou uma coalizão militar internacional para combater o avanço do Estado Islâmico (ISIS) no território iraquiano e sírio.

Antes da guerra contra o grupo jihadista, os norte-americanos ocuparam o o país entre 2003 e 2011, durante a Guerra no Iraque.

O pronunciamento al-Zaidi é uma resposta pública aos temores da comunidade internacional sobre o futuro do Iraque após a retirada dos EUA, e da expansão de grupos iraquianos apoiados pelo Irã. 

Como parte do acordo firmado com os EUA em 2024, Bagdá se comprometeu a iniciar um processo para o desarmamento de facções e milícias que atuam no território iraquiano, muitas delas apoiadas por Teerã. 

Em troca, integrantes das organizações devem ser incorporados ao aparato de segurança nacional.

Alguns grupos já concordaram com o desarmamento após o fim da ocupação militar norte-americana. O governo de al-Zaidi, contudo, enfrenta desafios para implementar a medida por completo. 

A Resistência Islâmica do Iraque (IRI), por exemplo, já recusou entregar as armas para o Estado. A coalizão é composta por milícias xiitas, e possuí entre 50 a 70 mil soldados.