Premiê francês apresenta renúncia a Macron após ter governo derrubado
Premiê francês, Michel Barnier foi ao Palácio do Eliseu na manhã desta quinta para apresentar sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron

O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, chegou ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, por volta das 10h (horário local) nesta quinta-feira (5/12) e teria deixado o local rapidamente.
O premiê apresentou a renúncia de seu governo ao presidente Emmanuel Macron, como como prevê o artigo 50 da Constituição francesa após a aprovação de uma moção de censura pela Assembleia Nacional.
Por 331 votos a favor, acima da maioria absoluta de 288, os deputados franceses derrubaram nessa quarta-feira (4/12) o governo de Barnier e rejeitaram seu orçamento para 2025. O primeiro-ministro passou apenas 91 dias no cargo. A moção de censura teve o apoio de parlamentares de esquerda e de extrema direita.
O presidente francês, Emmanuel Macron, se dirigirá ao povo francês nesta quinta, às 20h, em um discurso solene.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA censura enfraquece ainda mais Macron, embora não afete seu mandato, que termina em 2027. Após a dissolução da Assembleia Nacional em junho e a convocação de novas eleições, ele decidiu nomear Barnier, de 73 anos, como primeiro-ministro em setembro em nome da “estabilidade”.
A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, pediu ao presidente francês nesta quinta-feira, em entrevista à rádio France Inter, que nomeie um primeiro-ministro “rapidamente”.
Ela se encontrará com Macron ao meio-dia no horário local. O presidente prometeu “tranquilizar os franceses” na quinta-feira à noite, após seu discurso. “As instituições francesas são sólidas. O presidente deve lembrar isso”, disse Braun-Pivet.
Fracasso coletivo
Para a presidente da Assembleia, a censura do governo foi “um fracasso coletivo”. “Não conseguimos construir juntos o que era necessário, mas esta Assembleia tem que funcionar, não temos escolha”.
Uma nova dissolução da casa não é possível antes de julho de 2025 e por isso a deputada pede “meios para trazer estabilidade e fornecer um orçamento ao país”.
Braun-Pivet pediu ao presidente que inclua “todos os líderes partidários” em suas consultas, incluindo os membros do Reunião Nacional (RN), de extrema direita. “Ouvir o que os franceses queriam nos dizer ao votar no Reunião Nacional não significa negociar com o Reunião Nacional”, alertou.
A adoção da da moção de censura tornou o governo de Barnier o mais curto da chamada Quinta República francesa, iniciada em 1958. Fontes afirmam que Macron estaria disposto a nomear um novo primeiro-ministro “rapidamente”, antes mesmo da cerimônia de abertura da catedral de Notre-Dame, prevista para o fim de semana, mas, “ainda não há nada decidido”.



