Prefeito de NY avalia prisão de Netanyahu durante assembleia da ONU
Zohran Mamdani disse que mantém conversas com o Departamento Jurídico de Nova York sobre condenação de Netanyahu pelo Tribunal de Haia

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou neste sábado (18/7) que a administração municipal analisa se tem autoridade para mandar prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele visite a cidade para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.
A declaração foi dada ao podcast The Interview, do jornal norte-americano The New York Times.
Mamdani disse que mantém conversas com o Departamento Jurídico de Nova York para saber se poderia orientar o Departamento de Polícia da cidade a deter Netanyahu. O prefeito, porém, ressaltou que não pretende criar uma legislação específica para executar a medida e que agirá apenas dentro das atribuições previstas nas leis vigentes.
“Netanyahu deveria estar em Haia”, declarou Mamdani durante a entrevista. O prefeito classificou o premiê como criminoso de guerra e citou o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
⚖️ NYC Mayor Zohran Mamdani weighs potential arrest of Netanyahu during UN visit
🗣️ ‘I believe that (Israeli) Prime Minister Netanyahu belongs in The Hague. He is a war criminal who has been charged by the International Criminal Court,’ he says
📌 Mamdani also notes he is in… pic.twitter.com/ZwuBonaJnL
— Anadolu English (@anadoluagency) July 18, 2026
Netanyahu no Tribunal de Haia
O TPI expediu, em novembro de 2024, o mandado de prisão contra Netanyahu. A Corte acusa o primeiro-ministro de Israel de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Na mesma decisão, o TPI também expediu um mandado contra Yoav Gallant, então ministro da Defesa de Israel. O governo israelense rejeita as acusações, afirma que o tribunal não tem autoridade para julgar o caso e nega a prática de crimes de guerra.
A execução do mandado, porém, enfrenta um obstáculo jurídico nos Estados Unidos. O país, assim como Israel, não faz parte do Estatuto de Roma, tratado que criou o TPI. Por isso, os dois governos não reconhecem a jurisdição da Corte.
Mesmo assim, a ordem contra Netanyahu continua válida. Em julho de 2025, juízes do TPI rejeitaram um pedido de Israel para suspender o mandado enquanto o tribunal analisa os questionamentos do país sobre sua competência para tratar da guerra em Gaza.



