Sánchez vence na Espanha, mas extrema-direita se fortalece

Socialista não tem maioria para governar sozinho, e o partido de extrema direita Vox teve o maior crescimento no parlamento

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atualizado 10/11/2019 22:04

Sem maioria para governar sozinho, o atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, venceu as eleições gerais na Espanha neste domingo (10/11/2019). O partido que mais cresceu no parlamento espanhol foi o Vox, da extrema-direita. 

Com 99,98% das urnas apuradas, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Sánchez conquistou 120 cadeiras das 350 da Câmara Baixa, três a menos do que conseguiu nas eleições de 28 de abril. 

O partido Podemos, de esquerda, liderado por Pablo Iglesias, obteve 35 assentos, uma queda em relação aos 42 da legislatura anterior.

Sánchez, que foi o último dos candidatos a aparecer durante a noite eleitoral, pediu “generosidade e responsabilidade” aos demais partidos para “desbloquear a situação política da Espanha”.

“Meu empenho é que desta vez, sim ou sim, vamos conseguir um governo progressista. A esta convocatória chamamos todos os partidos, salvo aqueles que se autoexcluem da convivência semeam o discurso do ódio”, continuou o primeiro-ministro espanhol.

No contexto da crise da Catalunha, o Vox teve o maior crescimento, somando 52 assentos. O número é mais do que o dobro em comparação aos 24 conquistados em abril.

Outro que ganhou espaço foi o conservador Partido Popular (PP), passando de 66 assentos para 88. O Cidadãos, partido de centro-direita liberal, perdeu espaço, elegendo apenas 10 deputados em comparação aos 57 assentos que alcançou antes. 

A participação nas eleições deste domingo foi de 67,91%, 4% mais baixa do que em abril. 

Com informações da Associated Press e do Estadão Conteúdo

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