Palestina: “É direito deles reclamar”, diz Bolsonaro sobre embaixador

O governo brasileiro anunciou, nesse domingo (31/3), a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém

atualizado 01/04/2019 11:24

Alan Santos/PR

Enviado especial a Jerusalém (Israel) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se posicionou há pouco, em Israel, sobre a decisão do governo palestino de chamar de volta o embaixador ao país. A medida foi tomada após o titular do Palácio do Planalto anunciar a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém. De acordo com o chefe do Executivo, o governo não abre mão de ter autonomia nas decisões externas. “É direito deles reclamar”, pontuou.

Quanto aos comentários de que a abertura da representação comercial significaria o rompimento de acordos assinados no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro limitou-se a dizer: “Não tem nada a ver”.

Na sequência, o presidente da República garantiu que o governo ainda tem planos de transferir a embaixada da capital internacional do país, Tel Aviv, para a capital política, Jerusalém. Questionado se a mudança seria concretizada até o fim do mandato dele, em 2022, Bolsonaro foi incisivo: “[A decisão sai] bem antes disso. O casamento está marcado”.

“Se eu fosse, hoje, abrir negociações com Israel, colocaria nossa embaixada onde? Seria em Jerusalém, tá certo?”, finalizou.

Por meio de nota, a Autoridade do Estado da Palestina condenou o comunicado do governo brasileiro e informou a decisão de chamar de volta o embaixador no Brasil. Além de notificar que vai estudar uma resposta a essa medida.

O presidente Bolsonaro chegou a Jerusalém nesse domingo (31/3) e segue uma intensa agenda de compromissos com o objetivo de estreitar os laços entre Brasil e Israel. No mesmo dia, cinco acordos de cooperação foram assinados por representantes dos dois governos.

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