Maduro ameaça “arrebentar dentes” de Bolsonaro e da Colômbia

"Quem atentar contra a república terá o castigo que estabelece nossa Constituição e vai se encontrar os fuzis de nossa Força Armada", disse

atualizado 15/01/2020 11:45

Em discurso intitulado “Memória e Conta à Nação”, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez duros ataques, nessa terça-feira (14/01/2020), à Colômbia e ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Conheço os planos imperiais, conheço em detalhes os planos da oligarquia colombiana e de Bolsonaro”, falou. O venezuelano não falou que “planos” seriam, mas ameaçou reagir caso haja ações militares no seu país. “Caso se atrevam, vamos arrebentar seus dentes para que aprendam a respeitar a Força Armada Nacional Bolivariana”, atacou. As informações são do G1.

A declaração foi dada durante a mensagem anual de Maduro na Assembleia Constituinte — controlada pelo regime chavista —, uma semana depois da crise gerada pela manobra que tentou excluir Juan Guaidó da presidência do outro parlamento, a Assembleia Nacional, onde os opositores têm maioria.

Além das trocas de acusações com o Brasil, o regime de Maduro vive uma relação conflituosa com a Colômbia. O presidente colombiano, Iván Duque, apoia o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó e a relação com o chavismo piorou após Caracas ordenar exercícios militares na fronteira com o país vizinho, em setembro do ano passado.

Maduro também voltou a dizer, sem provas, que o governo brasileiro se envolveu no ataque a uma base no sul da Venezuela no fim de dezembro. À época, o Itamaraty negou qualquer envolvimento do Brasil no episódio.

Ações de espionagem
O venezuelano voltou a acusar o governo brasileiro de participação no assalto. Segundo ele, Brasil e Colômbia estão por trás de “mais de 50 ações de espionagem e roubo de segredos militares”.

“Um grupo de terroristas, mercenários, desertores e traidores apoiados, financiado e amparado pelos governos de Jair Bolsonaro do Brasil e Iván Duque da Colômbia, assaltou um quartel no estado Bolívar”, afirmou Maduro.

“Roubaram fuzis, lançadores de morteiros e mísseis estratégicos. Em uma sanha assassina, mataram um jovem soldado de nossa Força Armada Nacional Bolivariana”, acrescentou.

Castigo
Maduro disse que o regime chavista “conseguiu capturar a maioria dos terroristas e recuperar 95% das armas roubadas”. “O resto foi levado para o Brasil, amparado pelo governo fascista de extrema direita de Jair Bolsonaro”, acusou.

“Quem atentar contra a república receberá o castigo que estabelece nossa Constituição e vai se encontrar diante dos fuzis de nossa Força Armada”, completou.

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