Filho de Cristina Kirchner deixa liderança na Câmara por rejeitar FMI

Máximo Kirchner discorda dos termos definidos pelo presidente Alberto Fernández. Acordo ainda precisa de aprovação do Congresso

atualizado 25/10/2022 1:10

deputado maximo kirchner e presidente alberto fernandez da argentina Redes Sociais/Reprodução

O deputado Máximo Kirchner, filho da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, deixou a liderança do bloco governista da Câmara dos Deputados. A mudança ocorreu devido às discordâncias do parlamentar sobre o acordo costurado pelo presidente Alberto Fernández com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com Máximo, a decisão foi tomada considerando também o cenário de 10 de dezembro de 2023, data das próximas eleições presidenciais no país.

“Não apoio a estratégia usada e muito menos os resultados obtidos na negociação com o FMI, levada adiante exclusivamente pela equipe econômica”, explica o parlamentar, em carta aberta.

“Nunca deixei de expor minha visão […], mas é melhor dar um passo para o lado para que, assim, ele [Alberto Fernández] possa indicar alguém que acredite nesse programa do FMI”, continua Kirchner.

A população foi às ruas para protestar contra o acordo feito pelas autoridades do país com o organização financeira.

O país deve uma quantia aproximada de US$ 44 bilhões (R$ 236,7 bi) para o fundo. Parte da dívida vem do governo de Mauricio Macri, último presidente argentino.

Veja o pronunciamento completo do parlamentar:

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