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Política

EUA: Câmara aprova corte de impostos, na maior vitória de Trump

Texto já foi aprovado pelo Senado e deve ser sancionado por Trump; corte de impostos deve chegar a US$ 1,5 trilhão em dez anos

20/12/2017 17:05, atualizado 20/12/2017 17:06
KASTER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
EUA: Câmara aprova corte de impostos, na maior vitória de Trump

WASHINGTON – A Câmara dos  Representantes dos Estados Unidos aprovou na tarde desta quarta-feira (20/12), a reforma fiscal que corta de maneira radical os impostos dos americanos mais ricos, na maior vitória legislativa do presidente Donald Trump em seu primeiro ano de mandato. O projeto passou com 224 votos a favor e 201 contra.

O texto já foi aprovado pelo Senado e deve ser sancionado pelo líder republicano antes do Natal. O corte de impostos deve chegar a US$ 1,5 trilhão em dez anos, na maior revisão estrutural desde 1986.

A nova lei entra em vigor em 12 dias e os órgãos americanos terão de correr para adequar procedimentos às novas cobranças.

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Os republicanos em algumas semana passaram por cima da oposição dos democratas em um esforço para reduzir os impostos para as empresas e para os ricos, ao mesmo tempo em que ofereceram alívio tributário temporário e misto para trabalhadores e famílias.

A Câmara dos Deputados aprovou o pacote de impostos na terça-feira à tarde e o Senado aprovou o projeto de lei nas primeiras horas desta quarta-feira em uma votação por 51 a 48. A Casa, porém, teve que devolvê-lo à Câmara para uma votação final devido a um empecilho processual.

A legislação ampla e financiada pela dívida reduz o imposto de renda corporativo dos EUA para 21%, ante 35%, dá a outros empresários uma nova dedução de 20 por cento sobre a receita e também reestrutura como os EUA taxam as multinacionais de acordo com a forma como as maiores empresas do país têm recomendado há anos.

Os democratas criticaram a legislação dizendo ser um prêmio para os mais ricos e as empresas que ampliará a diferença de renda entre ricos e pobres e acrescentará US$ 1,5 trilhão  à dívida nacional de US$ 20 trilhões ao longo da próxima década.