Em declaração conjunta, OEA diz que mandato de Maduro é ilegítimo

"O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia", disse o secretário-geral Luís Almagro

atualizado 10/01/2019 17:46

Marcos Oliveira/Agência Senado

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira (10/1) uma declaração conjunta na qual diz não reconhecer a legitimidade da reeleição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A iniciativa ocorreu logo após a posse de Maduro, em Caracas. O mandato presidencial é de seis anos,de 2019 a 2025.

“Saudamos o compromisso dos países das Américas reconhecendo como ilegítimo o regime de Nicolás Maduro. O povo da Venezuela não está sozinho, seguimos trabalhando para recuperar a democracia, os direitos e as liberdades de todos”, afirmou o secretário-geral da OEA, Luís Almagro, em sua conta pessoal no Twitter.

O Conselho Permanente da OEA se reuniu extraordinariamente nesta quinta (10) para discutir a situação de Maduro e da Venezuela. A declaração foi aprovada com 19 votos a favor, 6 contrários, 8 abstenções e 1 ausência. O Brasil votou favoravelmente à medida. Ao lado da Venezuela, ficaram Bolívia e Nicarágua, entre outros.

No começo do mês, o Grupo de Lima, formado por 14 países, incluindo o Brasil, aprovou manifestação semelhante, na qual recomenda que Maduro transmita o poder para a Assembleia Nacional, que assumirá o compromisso de promover novas eleições.

Maduro foi eleito no ano passado e houve uma abstenção avaliada em torno de 60%. A oposição, que comanda a Assembleia Nacional da Venezuela, levantou dúvidas sobre a legitimidade do processo eleitoral na época.

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