Maduro: Bolsonaro é fascista inspirado pela direita venezuelana

Criticas foram feitas pelo presidente da Venezuela nesta quinta (10), durante cerimônia de posse. Ditador segue no comando do país até 2022

Ansa BrasilAnsa Brasil

atualizado 10/01/2019 16:50

Após tomar posse nesta quinta-feira (10/1) para cumprir um segundo mandato, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou em seu discurso que há uma tentativa internacional de “principiar um processo de desestabilização” do seu país.

Em seu discurso, ele atacou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL), a quem chamou de “fascista”, dizendo que ele tinha sido “contaminado” pela direita venezuelana.

O ditador, que permanecerá no comando do país até 2025 após eleições criticadas por diversas instituições multilaterais, prometeu aos cidadãos venezuelanos levar adiante “as rédeas da pátria, respeitando a democracia”.

Maduro também criticou os Estados Unidos ao ressaltar que “o mundo é muito grande, maior que a esfera dos EUA e de seus países satélite”. Na sua própria visão, ele avaliou que o seu governo, considerado pela atual gestão brasileira como “ilegítimo”, está se “arriscando a criar um novo mundo”.

Na sua posse para o segundo mandato, estavam presentes os presidentes da Bolívia, Evo Morales, de El Salvador, Sánchez Cerén, de Cuba, Miguel Díaz-Canel, da Nicarágua, Daniel Ortega, assim como representantes ou delegações de Turquia, Rússia, Bielorrússia, México, Argélia, China, Palestina, Egito, Índia, África do Sul, Iraque, Líbano e países caribenhos, entre outros.

Eleições
O resultado que tornou Maduro vitorioso nas eleições deste ano é considerado fraudulento pela oposição no país, bem como por grande parte da opinião pública internacional. No fim do pleito, foi registrada abstenção de mais de 54% dos eleitores.

O país passa por grave crise econômica e humanitária, com mais de 3 milhões de habitantes tendo deixado o país devido a falta de alimentos e remédios. Além disso, o governo do ditador venezuelano é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa humanidade.

Há cerca de 4.000 presos políticos em prisões por todo o país, como o Helicóide e a chamada “tumba”, ambas em Caracas, onde foram reportadas sessões de tortura. Há ainda pessoas detidas sem julgamentos.

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