Maduro dá ultimato ao Grupo de Lima para que reconheça novo mandato

Associação de países que monitora crise venezuelana informou que não reconhecerá segunda gestão do presidente

atualizado 09/01/2019 19:35

O presidente Nicolás Maduro advertiu nesta quarta-feira (9/1) o Grupo de Lima – bloco de países latino-americanos que monitora a crise na Venezuela – que tomará “medidas enérgicas” se, até sexta (11), o grupo não recuar da decisão de não reconhecer seu novo mandato.

“Hoje foi entregue a todos os governos do cartel de Lima uma nota de protesto, na qual exigimos uma retificação de suas posições sobre a Venezuela em 48 horas ou o governo da Venezuela tomará as mais urgentes medidas diplomáticas”, sentenciou Maduro em uma entrevista coletiva.

O Grupo de Lima informou no dia 4 que não reconhecerá o novo mandato do presidente. Formado por Argentina, Brasil, Colômbia, Peru e Chile, entre outros países, o grupo exortou também Maduro a não assumir o mandato e transferir o poder para a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, mas sem poderes efetivos, e convocar novas eleições.

Como consequência, no domingo, o governo do Peru informou que proibirá a entrada de Maduro e dos integrantes da cúpula de seu governo no país, bem como suas transferências bancárias em instituições financeiras peruanas. A medida segue o acordo fechado na reunião do Grupo de Lima.

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