Edgar Zambrano é enviado para centro militar em prisão preventiva

De acordo com o TSJ, Edgar Zambrano foi ficará na sede da Polícia Militar, em Fuerte Tiuna, maior complexo militar de Caracas

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atualizado 10/05/2019 15:10

O vice-presidente do Parlamento venezuelano, o opositor Edgar Zambrano, foi enviado para prisão preventiva por sua participação na insurreição militar fracassada, informou o Tribunal Supremo de Justiça (STJ), cujas decisões são influenciadas pelo governo chavista de Nicolás Maduro.

O opositor ficará detido em uma prisão militar. “Um tribunal competente em casos de terrorismo “emitiu uma medida de privação de liberdade ao cidadão Edgar Zambrano pela flagrante comissão dos delitos de traição, conspiração e rebelião civil”, afirma um comunicado do TSJ.

O braço direito do opositor Juan Guaidó, preso na quarta-feira à noite, foi transferido “para a sede da Polícia Militar, localizada em Fuerte Tiuna”, o maior complexo militar de Caracas, disse o TSJ.

Zambrano é um dos dez deputados acusados pelo Supremo de participação na rebelião fracassada de 30 de abril, sob a liderança de Guaidó, que continua numa queda de braço com Nicolás Maduro pelo poder na Venezuela.

A advogada do vice-presidente do Parlamento, Lilia Camejo, denunciou irregularidades no processo. “Desde o momento da prisão, foram violados os direitos do deputado. Não tivemos acesso ao processo, nem pudemos ser designados para sua defesa”, declarou a repórteres. Lilian também questionou o fato de um civil ser enviado para uma prisão militar.

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Três dos legisladores acusados refugiaram-se em missões diplomáticas para escapar da prisão e dois outros denunciaram a presença de agentes em frente às casas de suas famílias.

Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, rejeitou a ofensiva do governo como uma tentativa de “desmontar o Parlamento”, a única instituição nas mãos da oposição.

De acordo com o TSJ, Zambrano e os outros legisladores da oposição cometeram delitos flagrantes, razão pela qual perderam o benefício do foro parlamentar.

De toda forma, a Assembleia Constituinte no poder já havia retirado sua imunidade, abrindo caminho para que fossem julgados em tribunais comuns. / AFP

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