Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Política

Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar

Comentário de Trump é "ultrajante, sem precedentes e incorreto", segundo a gerente de equipe do democrata, Jen O’Maley Dillon

04/11/2020 07:25, atualizado 04/11/2020 08:50
Drew Angerer/Getty Images
Joe Biden durante campanha eleitoral nos EUA 2020

A campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou ter equipes jurídicas prontas caso o presidente Donald Trump cumpra a promessa de ir à Suprema Corte para parar a contagem de votos. O candidato republicano declarou vitória antecipadamente.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (4/11), a gerente de campanha de Biden, Jen O’Maley Dillon, afirmou que a promessa de Donald Trump de ir à Justiça é “ultrajante, sem precedentes e incorreta” e assinalou que a apuração dos votos não vai parar.

“É incorreto porque não vai acontecer. A contagem não vai parar. Irá continuar até que todo voto registrado seja contado. Porque é o que nossas leis – as leis que protegem o direito constitucional de todo americano votar – requerem”, disse a campanha democrata.

“Se o presidente cumprir sua ameaça de ir ao tribunal para tentar impedir a tabulação apropriada dos votos, nós temos equipes jurídicas de prontidão e preparadas para serem enviadas e resistirem a esses esforços”, completou Jen O’Maley Dillon.
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - destaque galeria
6 imagens
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 2
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 3
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 4
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 5
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 6
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 1
1 de 6

Yegor AleyevTASS via Getty Images
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 2
2 de 6

Joe Raedle/Getty Images
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 3
3 de 6

Elizabeth Flores/Star Tribune via Getty Images
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 4
4 de 6

Samuel Corum/Getty Images
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 5
5 de 6

Samuel Corum/Getty Images
Campanha de Biden diz ter advogados prontos e que apuração não vai parar - imagem 6
6 de 6

Dmitry KirsanovTASS via Getty Images

Anúncio de vitória

Direto da Casa Branca, em uma sala lotada de apoiadores, o presidente e candidato à reeleição Donald Trump se dirigiu aos eleitores na madrugada desta quarta-feira e anunciou vitória, mesmo com ao menos oito estados ainda sem conclusões e sem possibilidade de declaração de um vencedor.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Sem máscara, como a maioria das pessoas que participavam da festa, o candidato republicanos listou estados em que venceu, como a Flórida, colocou-se como vencedor de outros ainda indefinidos, como Wisconsin, e anunciou que irá à Suprema Corte para interromper a contagem de votos.

“Isso é uma vergonha para nossa nação. Nós vencemos as eleições. Não queremos que contem votos às 4 da manhã. E vamos à Suprema Corte para isso”, disse – em Wisconsin, por exemplo, Biden apresentou vantagem favorável ante Trump apenas na manhã desta quarta, após discurso de Trump.

Com o incentivo à votação pelos correios, é possível que a apuração leve mais tempo do que o normal, pois muitos estados não puderam apurar os votos antecipadamente. A Suprema Corte autorizou que os votos sejam contados até esta sexta-feira (6/11), desde que as cédulas fossem enviadas até ontem.

Visto que a modalidade de voto por correio é considerada opção preferencial entre os democratas neste momento, e mais demorada para ser apurada, e o voto presencial é preferido por republicanos, já era esperado que os primeiros resultados fossem favoráveis ao presidente Donald Trump.