Brasil sobe limite para importar etanol sem tarifa. Trump comemora

Limite de compra sem pagamento de alíquota de importação de 20% passou de 600 milhões para 750 milhões de litros pelos próximos 12 meses

Mark Wilson/Getty ImagesMark Wilson/Getty Images

atualizado 02/09/2019 20:58

O presidente norte-americano Donald Trump celebrou em postagens no Twitter a abertura do mercado brasileiro para a entrada de mais etanol importado com isenção de tarifa. A medida foi anunciada em uma portaria do Ministério da Economia, publicada no último sábado (31/08/2019), e amplia em 150 milhões de litros a quantidade de combustível que pode ser importada sem pagamento de uma alíquota de 20%. O limite passou de 600 milhões para 750 milhões de litros pelos próximos 12 meses.

“O Brasil permitirá que mais etanol americano entre no país sem tarifas, uma decisão que as usinas brasileiras estão comemorando”, escreveu Trump, em inglês. “A reação aparentemente contraintuitiva [das indústrias] deriva do tom das negociações em andamento entre o país sul-americano e os EUA para um acordo comercial”, completou o presidente republicano dos EUA.

Trump havia pedido essa abertura quando o presidente Jair Bolsonaro (PSL) o visitou, em março deste ano (imagem em destaque). Não há informações sobre se esse assunto foi tratado, mas a medida acontece na mesma semana em que o presidente americano recebeu, na Casa Branca, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), que costura sua aprovação ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA.

Quase empate
De acordo com os dados do Ministério da Economia, de janeiro a julho deste ano o Brasil importou US$ 490 milhões em etanol (790 milhões de litros) e importou US$ 449 milhões (700 milhões de litros).

O Brasil produz cerca de 30 bilhões de litros de etanol por temporada. De acordo com o Ministério da Agricultura, na safra 2018/2019 a produção deve ser recorde, de 33,14 bilhões de litros. O Brasil é o segundo maior produtor mundial. Os EUA produzem quase o dobro, mas o combustível brasileiro, feito de cana-de-açúcar, é considerado mais ecológico do que o feito de milho.

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