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Os alemães vão às urnas neste domingo (24/09) em eleições legislativas que definirão os novos membros do Parlamento, com todas as pesquisas de opinião apontando para mais uma reeleição da atual chanceler federal, Angela Merkel. A candidata favorita registrou seu voto com o marido, em Berlim, e não falou com os jornalistas.

Primeiros dados divulgados pela autoridade eleitoral da Alemanha relatam que 41,1% dos eleitores alemães votaram até as 14h00. “Os votos emitidos por carta não foram levados em consideração”, diz a nota. No mesmo período, a participação em 2013 foi de 41,4%. No fim daquela eleição federal, a participação eleitoral chegou a um total de 71,5%.

Por outro lado, cidades registram maior participação do eleitorado em comparação com a eleição legislativa anterior. O salto mais significativo foi registrado em Munique. Até as 14h00, 71,6% dos eleitores da capital da Baviera votaram – há quatro anos, eram apenas 57,6%. O voto por carta também aumentou em Munique de 31,4% para 35,6%.

Em Berlim, menos de 30% dos eleitores foram às urnas – porém, 0,1% a mais do que nas últimas eleições legislativas. Na Alemanha, 61,5 milhões de cidadãos podem votar.

Merkel é favorita
As últimas pesquisas dão ao partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), 34% dos votos, o que lhe forçaria a buscar uma coalizão para governar. Em seguida, vem o Partido Social-Democrata (SPD), atual parceiro da CDU no governo, com 21%.

A disputa pelo terceiro lugar concentra as atenções. O partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que vem conseguindo capitalizar as preocupações de parte do eleitorado com a crise migratória, aparece com 13% das intenções de voto, atrás de CDU e SPD.

Se confirmado o muito provável ingresso da AfD no Bundestag, será a primeira vez que um partido populista-nacionalista estará representado no Parlamento alemão no pós-guerra.

 

 

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