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Mundo

Policiais são flagrados roubando dinheiro de escombros na Venezuela.

Quatro agentes do órgão de investigação forense da Venezuela foram expulsos da corporação

01/07/2026 12:39, atualizado 01/07/2026 12:40
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Reprodução/X
Policiais roubam dinheiro de vítimas de terremoto na Venezuela e são afastados da corporação

Quatro policiais do Corpo de Investigação Científica, Criminal e Forense (CICPC) da Venezuela foram expulsos da corporação nessa terça-feira (30/6) acusados de roubarem dinheiro achado sob os escombros causados pelos terremotos que atingiram o país, durante uma operação de resgate.

Um vídeo registrado por uma testemunha mostra a população confrontando os agentes, que carregam um bolo de notas. Uma mulher toma o dinheiro do policial e começa a rasgá-lo. Assista:

Segundo o diretor da CICPC, Douglas Rico, o caso ocorreu no estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores da semana passada.

“Diante dos recentes fatos ocorridos nas zonas afetadas pelos eventos sísmicos no estado de La Guaira, constatou-se que um grupo de funcionários, desviando-se de seus deveres e aproveitando-se das tarefas de resgate e assistência humanitária, agiu de maneira indecorosa ao apropriar-se de valores econômicos encontrados entre os escombros”, disse o diretor em publicação, anunciando que afastou os agentes, que responderão criminalmente.

Os quatro agentes foram identificados como: Maya Aguilar Reyes; Fredy Rafael Lugo Oliveros; Roger Andrés Omaña e Josue Jhonatan Burgos Sánchez.

Os quatro foram detidos e colocados à disposição da 68ª Procuradoria Nacional com competência em matéria de crimes contra a corrupção do Ministério Público, segundo o CICPC.

Douglas Rico reafirmou  que o órgão “não tolerará, em circunstância alguma, desvios policiais, actos de corrupção ou comportamentos que violem a honra institucional ou a dor das vítimas desta emergência”.

 

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Segundo o diretor, os civis foram fundamentais para a responsabilização dos agentes. “Agradecemos à cidadania que, com coragem e responsabilidade, denunciaram estes fatos e forneceram o material que evidenciou a irregularidade”, disse em publicação.