Polícia detém 3 suspeitos de tentativa de atentado a banco em Paris

Segundo a Polícia Antiterrorista da França, a tentativa de atentado estaria ligada à guerra no Oriente Médio

atualizado

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Reprodução/Redes Sociais
Bank of America Paris
1 de 1 Bank of America Paris - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os serviços antiterroristas da França anunciaram neste domingo (29/3) a prisão de mais duas pessoas suspeitas de uma tentativa de atentado com bomba em frente à sede do Bank of America, no centro de Paris. O caso está ligado à guerra no Oriente Médio, afirmou o ministro do Interior. A prisão preventiva de um menor nesse sábado (28/3) foi prorrogada, acrescentou o Serviço Nacional de Antiterrorismo (PNAT).

No total, três pessoas estão sob custódia policial em conexão com o caso, que o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou estar relacionado à guerra no Oriente Médio. Mais duas pessoas foram presas na madrugada de domingo como parte da investigação sobre o atentado frustrado contra a sede da instituição financeira em Paris, informou o Serviço Nacional de Antiterrorismo (PNAT) à AFP.

O incidente ocorreu em frente ao número 51 da Rue La Boétie, às 3h30 no horário local. O dispositivo consistia em um recipiente transparente de 5 litros cheio de líquido e um sistema de ignição, segundo uma fonte policial. A carga explosiva incluía um rojão com aproximadamente 650 gramas de material explosivo, de acordo com as primeiras informações.

O menor de idade preso, de origem senegalesa, estava acompanhado por um segundo indivíduo que conseguiu fugir. Segundo uma fonte policial, o suspeito afirmou que outro homem o levou até o local. Ele também disse, de acordo com a mesma fonte, que foi recrutado pelo aplicativo Snapchat para realizar a operação em troca de € 600.

A Procuradoria Antiterrorismo abriu um inquérito por “tentativa de dano por incêndio ou por meios perigosos, em ligação com uma organização terrorista”.

Outros casos

O grupo “Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya” (Movimento Islâmico dos Companheiros dos Justos) reivindicou, nos últimos dias, diversos ataques contra a comunidade judaica na Bélgica, no Reino Unido e na Holanda. Em cada um desses episódios, vídeos das ações foram divulgados em canais do Telegram considerados pelos serviços de inteligência como afiliados à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

O ministro francês observou que, no caso do ataque frustrado em Paris, um dos homens envolvidos — ainda foragido — estava filmando o ataque quando seu cúmplice foi detido por policiais.

“Há vários serviços de inteligência iranianos que provavelmente realizam operações como essa usando representantes. É este o caso?”, questionou o ministro. “Não sei”, declarou ele, acrescentando: “Posso afirmar que há uma forte semelhança entre essa ação e o que aconteceu em outros países europeus. Não estou apontando o dedo para um mentor… mas ainda há suspeitas”.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem intensificado os apelos por maior vigilância das forças de segurança para proteger figuras da oposição iraniana, sedes de associações comunitárias, locais de culto judaicos e interesses americanos — todos identificados como potenciais alvos de atos terroristas.

Leia mais reportagens como esta em RFI, parceiro do Metrópoles.

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