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A polícia francesa impediu uma tentativa de atentado com bomba em frente aos escritórios da Bank of America, no 8º distrito de Paris. O caso aconteceu na madrugada dessa sexta-feira (27/3) para sábado (28/3). O homem foi preso no momento em que tentava acionar um artefato explosivo artesanal.
A detenção ocorreu por volta das 3h25 da madrugada (horário local), durante patrulhamento da BAC (Brigade anti-criminalité). Os agentes abordaram o suspeito quando ele tentava iniciar o fogo com um isqueiro. O artefato havia sido deixado em frente ao número 51 da rue La Boétie, onde está localizado o banco americano.
Segundo fontes policiais citadas pela imprensa francesa, o artefato era composto por um galão de cinco litros com líquido ainda não identificado e uma carga feita a partir de um rojão com cerca de 650 gramas de pólvora. O dispositivo foi recolhido para análise.
Recrutado pela internet
De acordo com as autoridades, o homem não agiu sozinho. Um segundo indivíduo que o acompanhava, no entanto, conseguiu fugir. Em depoimento, o suspeito afirmou ter sido contatado pelo Snapchat e disse ter recebido € 600 (cerca de R$ 3,6 mil, na cotação atual) para executar a ação. O suspeito declarou ainda ter sido deixado no local por outra pessoa em um veículo.
A investigação foi confiada à seção antiterrorista da brigada criminal da polícia judiciária de Paris e à Direção-Geral da Segurança Interna (DGSI). O Parquet Nacional Antiterrorista (Pnat) afirmou à AFP que se apoderou imediatamente do caso e esclareceu que foi aberta uma investigação, nomeadamente por “tentativa de degradação por incêndio ou meio perigoso em relação a uma empresa terrorista”.
Em uma mensagem publicada no X, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que “a vigilância permanece mais do que nunca em nível elevado”, elogiando os policiais pela intervenção e pela “mobilização” no “contexto internacional atual”.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem enviado diversos telegramas pedindo vigilância extrema às forças de segurança, especialmente para proteger opositores iranianos, suas associações, locais de culto judaicos, bem como interesses norte-americanos, todos identificados como potenciais alvos de atos terroristas.
Leia a reportagem em RFI, parceiro do Metrópoles.
