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Mundo

Medo da recessão: PIB dos EUA recua 0,9% e registra 2ª queda seguida

Retração no PIB reflete o avanço da inflação no país, que atingiu o maior valor em 40 anos, assim como a elevação das taxas de juros

28/07/2022 12:14, atualizado 28/07/2022 14:28
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Getty Images
homem segurando dólares

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou uma queda de 0,9% no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período em 2021, conforme divulgou o Centro de Análises Econômicas do país nesta quinta-feira (28/7).

Este foi o segundo recuo trimestral consecutivo, o que indica que a economia norte-americana entrou em recessão técnica. No primeiro trimestre, o país registrou uma queda de 1,6% levando em consideração os 12 meses anteriores. Foi a primeira retração desde a recessão do início da pandemia, em 2020.

A retração no PIB reflete o avanço da inflação no país — que atingiu o maior valor em 40 anos – e a elevação das taxas de juros, em sinal do recrudescimento da política monetária e da contínua pressão sobre as cadeias de suprimento.

O cenário acende um sinal de alerta para o país. A título de comparação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) subiu para 1,7% a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano. Na previsão de março, a estimativa era de alta de 0,8%.

Recessão técnica

Na prática, a terminologia recessão técnica é usada para caracterizar dois recuos consecutivos. Contudo, a declaração oficial desse cenário só é feita nos Estados Unidos pelo Centro de Análises Econômicas, o que ainda não ocorreu.

O centro define uma recessão como “um declínio significativo na atividade econômica espalhada por toda a economia, com duração superior a alguns meses, normalmente visível na produção, emprego, renda real, e outros indicadores”.

Recrudescimento da economia

O Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, anunciou na quarta-feira (27/7) o aumento da taxa de juros do país em 0,75 ponto percentual. É a quarta alta deste ano.

Com isso, a taxa de juros anual saltou de 2,25% para 2,5%. Embora seja um percentual alto para o padrão dos Estados Unidos, segue muito aquém da taxa de juros brasileira. Para efeitos de comparação, o Brasil tem hoje uma taxa de juros básica de 13,25% ao ano, o maior índice desde 2016.

Em junho, a autoridade monetária anunciou uma alta de 0,75 ponto percentual, o maior aumento de juros desde 1994. As elevações acontecem desde março deste ano, quando a inflação no país passou a crescer de forma desenfreada e atingir o maior nível em 40 anos.