Petróleo dispara e barril chega a US$ 110 pela 1ª vez desde maio
Escalada das tensões no Oriente Médio e ataques a refinarias russas aumentam preocupação com a oferta global de petróleo

O preço do petróleo disparou nesta sexta-feira (16/10) e o barril do Brent, referência internacional, atingiu US$ 110 pela primeira vez desde maio.
A valorização ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e aos ataques contra instalações de energia na Rússia.
Na semana, o Brent acumulou alta de 4,9%, refletindo a preocupação dos investidores com possíveis interrupções na produção e no transporte de petróleo.
O aumento dos preços ocorre após novos episódios de conflitos no Oriente Médio. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil lançado em direção a uma cidade estratégica para o país. Além disso, a Arábia vem sendo atacada desde a semana passada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutro fator que pressiona as cotações é a intensificação dos ataques na região do Estreito de Ormuz. A região enfrenta restrições ao transporte marítimo em meio ao conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos (EUA).
O governo iraniano afirma que intensificou os ataques em resposta ao bloqueio norte-americano aos seus portos e ao endurecimento das sanções econômicas.
Ataques a refinarias na Rússia
Além do Oriente Médio, os ataques contra instalações de petróleo na Rússia também contribuíram para a valorização do petróleo.
Uma das principais refinarias da Rússia suspendeu as operações de uma de suas principais unidades de processamento após um ataque com drones registrado na quinta-feira (15/10). A interrupção aumentou as dúvidas sobre a capacidade do país de manter o fornecimento de derivados de petróleo, especialmente diesel, ao mercado internacional.
