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Mundo

Petróleo passa de US$ 106 por barril após conflitos entre Rússia e Ucrânia

O preço do brent, tipo de petróleo mais comercializado, registrou alta de mais de 2% no valor do barril nesta segunda-feira (12/10)

12/10/2026 13:11
Divulgação
Barris de Petróleo

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (12/10) e atingiu patamares acima de US$ 106 por barril após o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmar desconhecer acordo de cessar fogo energético com a Rússia. Além disso, a Arábia Saudita foi vítima de um dos ataques mais violentos desde o começo do conflito no Oriente Médio.

Por volta das 12h30, a cotação do barril chegou a US$ 106,85, alta de mais de 2%, após tensões entre Rússia e Ucrânia e novos ataques ao principal aeroporto internacional da Arábia Saudita e a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz.

No domingo (11/10), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que existia um acordo de cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia.

“Com efeito imediato, há um cessar-fogo energético na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem”, ressalyou Trump em suas redes sociais.

No entanto, poucas horas depois, Zelensky denunciou que Moscou bombardeou uma instalação energética em Kiev e que mais ataques foram registrados em outras instalações.

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“Nunca comunicamos o que faremos a seguir em nossas operações. Ontem à noite, não atacamos nenhuma instalação de energia em território russo porque o presidente Trump disse que haveria um cessar-fogo energético entre a Ucrânia e a Rússia. Não atacamos, enquanto a Rússia atacou nossos postos de gasolina, infraestrutura energética e outras instalações. Acho que foi a resposta de Putin ao presidente Trump. E a mensagem da Rússia foi muito clara: eles não sabem nada sobre o cessar-fogo energético. É uma pena, porque eles sempre encontram desculpas para não interromper esta guerra. É por isso que acho que precisamos pressionar mais a Rússia”, destacou na publicação.

Tensão no Oriente Médio

Na manhã de segunda, a Arábia Saudita informou que sofreu ataques de drones e mísseis. No fim de semana, o país também passou por ataques ao aeroporto internacional de Riad, que deixaram mortos e feridos. O grupo Houthis, do Iêmen, reivindicou o atentato, no qual 13 pessoas morreram e 300 ficaram feridas.

Além disso, navios petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz. Os Houthis alertaram para que companhias aéreas evitassem utilizar aeroportos e o espaço aéreo do país.

A motivação dos ataques, segundo o grupo, é o apoio da Arábia Saudita ao governo durante a guerra civil do Iêmen.