Petro diz que bombardeio na fronteira com o Equador deixou 27 mortos

Presidente da Colômbia acusa o país vizinho de ter sido responsável pelo ataque. Equador nega

atualizado

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Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro
1 de 1 Presidente da Colômbia, Gustavo Petro - Foto: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta terça-feira (17/3) que o bombardeio na fronteira entre a Colômbia e o Equador deixou 27 mortos. “Há 27 corpos carbonizados”, afirmou o colombiano.

“Os atentados na fronteira entre a Colômbia e o Equador não parecem ser obra de grupos armados — eles não têm aviões — nem das forças de segurança colombianas. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados, e a explicação não é crível. As bombas estão no chão perto de famílias, muitas das quais optaram pacificamente por substituir suas plantações de folha de coca por plantações legais”.

O presidente colombiano também afirmou que a bomba caiu “a 100 metros da casa de agricultores pobres” – e que muitas famílias da região têm optado pacificamente por substituir o plantio de folhas de coca por café, chocolate e cacau.

Acusações entre os países

Na segunda, o presidente colombiano insinuou que o país vizinho, comandado pelo presidente Daniel Noboa, foi responsável pelo ataque. Petro afirmou em uma reunião com ministros do governo que “uma bomba lançada de um avião foi encontrada […] muito perto da fronteira com o Equador, o que de certa forma confirma minha suspeita”

Noboa negou as acusações e alegou que o Equador tem feito bombardeios contra traficantes, mas apenas no seu próprio território.

“Hoje, em cooperação internacional, continuamos esta luta, bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que o seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em suas fronteiras. Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu”, disse o presidente do Equador.

Nesse domingo (15/3), o governo de Noboa anunciou uma força-tarefa de 75 mil homens, entre policiais e militares, em uma “guerra ao narcotráfico”. A atuação tem previsão de durar 15 dias, segundo o governo, e é focada nas províncias de Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas. Os moradores locais têm que obedecer a um toque de recolher noturno.

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