Petro diz que bomba encontrada na fronteira é do Exército equatoriano
Gustavo Petro declara que bomba encontrada na fronteira é do Exército equatoriano e cita 27 mortos, enquanto pede ajuda de Trump
atualizado
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou, nesta quarta-feira (18/3), que a bomba encontrada próxima à fronteira com o Equador pertence ao Exército do país vizinhos, aprofundando a crise entre as duas nações.
Em publicação nas redes sociais, Petro disse que a investigação continua e que o governo emitirá uma nota formal de protesto diplomático.
La bomba no está oxidada.
La bomba se embarró con el lodo rojo que aparece en la foto al arrastrarse durante varias decenas de metros. Está a unos pocos metros de Ecuador dónde bombardeo en su territorio una casa.
El que la bomba se haya arrastrado significa que se disparó… https://t.co/KV9IrlmKO7
— Gustavo Petro (@petrogustavo) March 18, 2026
A declaração ocorre após um episódio violento na terça-feira (17/3), quando pelo menos 27 corpos foram encontrados carbonizados na área de fronteira. Segundo Petro, os bombardeios não partiram de forças colombianas nem de grupos armados ilegais, que, segundo ele, não possuem capacidade aérea.
“O fato de a bomba ter sido arrastada indica que foi lançada de uma aeronave voando baixo”, escreveu o presidente, acrescentando que o artefato não poderia ter sido deslocado por civis devido ao peso e à geografia da região, próxima ao rio que divide os dois países.
Do outro lado, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou as acusações e afirmou que as operações militares ocorreram exclusivamente dentro do território equatoriano, com foco em grupos criminosos ligados ao narcotráfico.
Noboa declarou que o país está conduzindo uma ofensiva contra o que chamou de “narcoterrorismo”, com apoio internacional, e que não recuará nas ações de segurança.
Crise diplomática e comercial
- As acusações surgem em meio a uma escalada de tensões diplomáticas e comerciais entre Colômbia e Equador.
- O governo equatoriano anunciou recentemente uma taxa de 30% sobre produtos colombianos, alegando déficit comercial e falta de cooperação no combate ao tráfico de drogas.
- Em resposta, a Colômbia suspendeu o fornecimento de energia elétrica ao país vizinho e anunciou tarifas equivalentes sobre produtos equatorianos.
Apelo a Trump
Diante da crise, Petro afirmou ter solicitado a intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que ele entre em contato com Noboa para conter a escalada.
O episódio ocorre no contexto de uma ofensiva militar lançada pelo Equador com apoio dos EUA para combater cartéis de drogas.
A operação mobiliza cerca de 75 mil militares e integra a aliança regional conhecida como “Escudo das Américas”, iniciativa voltada ao enfrentamento de ameaças à segurança no continente.






