
Peru: apuração chega a quase 99% e Keiko amplia vantagem sobre Sánchez
Keiko Fujimori abre cerca de 24 mil votos de vantagem sobre rival Roberto Sánchez, mas resultado depende da análise de atas contestadas

A apuração do segundo turno das eleições presidenciais do Peru chegou a 98,8% nesta segunda-feira (15/6), consolidando uma ligeira ampliação da vantagem da candidata conservadora Keiko Fujimori sobre Roberto Sánchez em uma das disputas mais acirradas da história recente do país.
Segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 98,802% das atas processadas, Keiko, da Força Popular, somava 9.096.718 votos, o equivalente a 50,065% do total.
Já Sánchez, da coalizão Juntos pelo Peru, aparecia com 9.072.930 votos, ou 49,935%.
A disputa permaneceu praticamente empatada durante grande parte da apuração. No entanto, Keiko recuperou terreno e voltou à liderança, impulsionada principalmente pelos votos de peruanos residentes no exterior, tradicionalmente mais favoráveis à direita e ao centro-direita.
Resultado não é definitivo
Apesar do avanço da candidata conservadora, o resultado ainda não é considerado definitivo. Restam pouco mais de 1.100 atas para serem encaminhadas às autoridades eleitorais responsáveis pela análise e validação dos registros.
A Junta Nacional Eleitoral iniciou na última semana a revisão de votos contestados e de atas que apresentaram questionamentos formais.
As autoridades peruanas já alertaram que a proclamação oficial do vencedor pode levar até 30 dias, dependendo da tramitação dos recursos e das eventuais impugnações apresentadas pelas campanhas.
Aliados de Roberto Sánchez têm criticado a velocidade da consolidação dos resultados e cobrado maior transparência na contabilização dos votos provenientes das regiões mais afastadas do país.
Já integrantes da campanha de Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, afirmam que a tendência observada nas atas remanescentes favorece a manutenção da vantagem da candidata.
O país enfrenta um período prolongado de instabilidade política, marcado por sucessivas trocas de presidentes, crises entre Executivo e Congresso e elevados índices de desaprovação popular.








