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Mundo

Pentágono admite envio de dados de inteligência para a Ucrânia

EUA, porém, nega participação na eliminação de generais russos, que teriam sido mortos sob orientação norte-americana

06/05/2022 23:11
Burak Akay/Anadolu Agency via Getty Images
Navio Russo Moska é seriamente danificado pelo exército ucraniano

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (6/5), o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, John Kirby, foi cauteloso ao falar do fornecimento de dados da inteligência norte-americana para a Ucrânia.

Kirby negou participação dos EUA na eliminação de generais russos, que teriam sido mortos sob orientação norte-americana, com informações enviadas para Kiev. Disse, porém, que é necessário ter cuidado ao mencionar inteligência repassada entre países.

“Fornecemos o que acreditamos serem informações relevantes e oportunas sobre as unidades russas, que podem permitir que eles [ucranianos] ajustem e executem sua autodefesa da melhor maneira possível”, explicou.

Existe a suspeita de que os dados repassados teriam, também, possibilitado o ataque e posterior naufrágio do Moskva, maior cruzador de mísseis russo. A embarcação afundou após explosões causadas por um bombardeio, em abril.

“Não somos a única fonte de inteligência e informação para os ucranianos. Eles também obtêm informações de outras nações. E eles têm uma capacidade de coleta de inteligência bastante robusta”, ressaltou Kirby.

O porta-voz tentou, ao mencionar a participação de outros países no fornecimento de inteligência a Kiev, evitar retaliações direcionadas aos Estados Unidos por parte de Moscou.

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“O tipo de inteligência que fornecemos a eles é legítimo, legal e limitado”, finalizou.

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