Partido de Sánchez não vai reconhecer resultado de eleições no Peru
Com pouco mais de 99% das urnas apuradas, Fujimori tem uma vantagem de 36 mil votos em relação a Sánchez

O partido de Roberto Sánchez, Juntos por el Perú, afirmou nesta terça-feira (16/6) que não vai reconhecer o resultado das eleições. Até o momento, pouco mais de 99% das urnas foram apuradas pela Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) e o pleito continua extremamente acirrado. Apesar disso, a candidata Keiko Fujimori abriu uma vantagem de 36 mil votos em relação a Sánchez.
A legenda diz que não aceitará um resultado sem ter “qualquer dúvida ou controvérsia” e que não vê transparência na forma como o pleito está sendo conduzido.
“O Estado de Direito e a governabilidade do país são medidos pela integridade da alternância eleitoral e pela confiança que emana de seus processos eleitorais e, precisamente por isso, não aceitaremos que se imponha um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem qualquer dúvida ou controvérsia”, afirmou.
O Juntos por el Perú afirmou que as eleições tiveram “falta transparência dos órgãos que conduzem o processo eleitoral, a mudança das regras eleitorais em pleno processo eleitoral, uma série de irregularidades, vícios de nulidade e manobras político-midiáticas que atentam contra a justiça eleitoral e a vontade soberana do povo peruano”.
Manifestações foram convocadas para quarta-feira (17/6) e sexta-feira (19/6).
Até às 0h desta quarta-feira (16/6), Fujimori tinha 50,100% dos votos e Sánchez, 49,900%. Na sexta-feira (12/6), Sánchez já tinha pedido que Fujimori aceitasse uma recontagem dos votos.
“Além de quem resulte finalmente vencedor, a diferença atual é tão reduzida que o Peru merece que não fique nenhuma dúvida sobre a vontade expressa nas urnas”, disse Sánchez. “Por isso, proponho que solicitemos [com Keiko Fujimori] conjuntamente uma revisão exaustiva e uma recontagem dos votos em todas aquelas atas que a legislação permita revisar, com pleno respeito às instituições eleitorais e às normas vigentes”, disse.










