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O Parlamento Europeu votou por maioria folgada o congelamento temporário das conversas sobre a entrada da Turquia na União Europeia. Os legisladores do bloco citaram a deterioração no quadro de direitos humanos e nos padrões democráticos durante o regime do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

A votação, que não tem força de lei, é uma mostra da piora nas relações entre a UE e a Turquia. O progresso é limitado no diálogo de mais de uma década para a entrada do país no bloco.

Na quarta-feira (24/11), Erdogan já havia minimizado a importância do voto no Parlamento, dizendo que ele “não tinha valor” e acusando governos europeus de dois pesos e duas medidas em relação a abusos contra os direitos humanos e os valores democráticos dentro do bloco.

Defesa
Algumas graduadas autoridades da UE disseram que não defendem a interrupção das conversas, embora tenham também deixado claro que novas medidas da Turquia podem levar ao fim desse diálogo.

Os legisladores da UE defenderam uma resolução que pede o congelamento das conversas, em resposta a “medidas desproporcionalmente repressivas” que os legisladores e as autoridades da Turquia tomaram desde o golpe militar fracassado de julho.

Nos últimos meses, algumas autoridades europeias disseram que seria um revés diplomático parar o diálogo para o acesso do país Segundo elas, isso causaria uma crise desnecessária entre Bruxelas e Ancara e atrapalharia a pressão por reformas na Turquia.

Fim das negociações
Outras autoridades na UE, porém, defendem o fim dessas negociações, a fim de permitir que UE e Turquia possam concentrar seus laços em áreas de interesse mútuo.

Apenas um membro da UE, a Áustria, propôs formalmente a suspensão das conversas para acesso turco. Nas últimas semanas, porém, tem havido crescente frustração com Erdogan em Bruxelas, Berlim e outras capitais, com o reconhecimento de que o diálogo não está levando a lugar algum. Vários países da UE mostram, desde o início das conversas em 2005, grande ceticismo sobre a entrada da Turquia no bloco. O Reino Unido e os Estados Unidos, porém, defendiam esse ingresso.

Nos últimos meses, Erdogan e outras autoridades turcas sugeriram que poderiam desistir desse processo. Nesse período, a Turquia tem melhorado as relações com a Rússia e vizinhos do Oriente Médio.

 

 

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