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Mundo

Paris, Nantes e Lyon registram protestos com confrontos no Dia do Trabalhador

Atos foram convocados por organização sindical e têm como foco a reforma da Previdência aprovada na França em meados de abril

01/05/2023 11:01, atualizado 01/05/2023 11:02
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Ibrahim Ezzat/Anadolu Agency via Getty Images
homem segura iluminador vermelho em frente a monumento em paris

A França registra, nesta segunda-feira (1º/5), Dia Internacional do Trabalhador, uma série de protestos em Paris, Nantes e Lyon, convocadas pela Intersindical, organização que reúne diversos sindicatos do país.

O mote das manifestações é a impopular reforma da Previdência aprovada em meados de abril sob forte pressão contrária dos trabalhadores. O presidente francês, Emmanuel Macron, é o principal alvo dos manifestantes.

Na convocação para os atos, a Intersindical pediu que este seja “um dia excepcional e de mobilização popular contra a reforma previdenciária e pela justiça social”. Este é o primeiro dia de mobilização nacional após a promulgação da lei da reforma da Previdência.

Segundo o jornal francês Le Monde, em Lyon, a manifestação é bloqueada por confrontos. O ministro do Interior Geráld Darmanin informou ter mobilizado 12 mil policiais em todo o país para garantir a segurança dos atos, sendo 5 mil deles na capital Paris, onde a polícia também conta com o uso de drones.

Ainda de acordo com a imprensa local, em Paris os incidentes foram reprimidos com gás lacrimogêneo. Veja:

A nova reforma da Previdência

Proposta pelo presidente francês, a reforma foi aprovada depois de meses de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas. O tópico mais polêmico do texto é o aumento da idade mínima de aposentadoria, de 62 para 64 anos.

A alteração vai ocorrer de maneira gradual. A partir de 1º de setembro de 2023, a idade mínima subirá três meses por ano, chegando a 64 anos em 2030.

O argumento do governo francês é de que a reforma é necessária para evitar o colapso do sistema de aposentadoria, uma vez que os gastos com a Previdência equivalem a cerca 14% do Produto Interno Bruto (PIB) francês.

Em uma disputa política, Macron invocou, em março, um artigo da Constituição para aprovar a mudança sem o aval dos deputados.

A oposição pediu à Justiça um referendo para os franceses votarem a mudança nas regras, mas o pedido foi rejeitado pelo Conselho Constitucional, que manteve a reforma.