Parem de usar Xiaomi, pede Ministério da Defesa da Lituânia

Alemanha também iniciou investigação contra marca chinesa, a mais vendida na Europa, porque haveria lista de palavras bloqueadas no aparelho

atualizado 06/10/2021 12:14

Xiaomi Redmi Note 10 SDivulgação/Xiaomi

O Ministério da Defesa da Lituânia, país europeu próximo à Rússia, pediu para que seus cidadão parem de usar celulares da chinesa Xiaomi. Um relatório divulgado pelo órgão apontou que aparelhos da marca possuem listas internas de palavras em caracteres chineses que seriam encontradas e bloqueadas.

Entre essas palavras estão termos como “Tibete Livre” ou “Viva Taiwan Livre”. As duas regiões tem tensões com a China por conta das suas tentativas de conseguir mais autonomia em relação ao gigante asiático.

A lista, aponta o relatório, serviria para filtrar conteúdo. “Acredita-se que esta função permita a um aparelho Xiaomi realizar uma análise do conteúdo multimídia que entra no telefone do alvo, e depois procurar palavras-chaves baseadas nesta lista enviada para o servidor”, diz.

A Lituânia não é o único país preocupado com a marca. A Alemanha também decidiu investigar a fabricante, que é a que mais vende celulares na Europa. O governo dos Estados Unidos sob o ex-presidente Donald Trump estendeu a preocupação para outra empresa chinesa, a Huawei, proibindo-a de participar do 5G no país.

Ele exerceu pressão para que o mesmo acontecesse em países alinhados com o seu governo, como o Brasil. Ele não conseguiu e a Huawei poderá participar da criação da rede 5G no Brasil.

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