Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Para Eduardo Bolsonaro e Figueiredo, Trump armou para Lula. Entenda

O deputado federal Eduardo Bolsonaro e o youtuber Paulo Figueiredo estão usando as redes sociais para interpretar discurso de Trump na ONU

23/09/2025 17:25, atualizado 23/09/2025 17:26
Compartilhar notícia
Reprodução/X
Imagem colorida do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA - Metrópoles

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador e jornalista Paulo Figueiredo estão usando as redes sociais nesta terça-feira (23/9) para interpretar o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU. A dupla, que articula no governo dos EUA sanções contra autoridades brasileiras, argumenta que os elogios de Trump para Lula seriam uma armadilha e que o republicano foi um “gênio” e deixou o petista em situação difícil.

O discurso de Trump foi marcado por elogios a Lula e críticas ao sistema judicial do Brasil. Na primeira publicação sobre o tema, logo após a fala, Figueiredo afirmou que o ex-presidente americano é um gênio. Para o jornalista, a estratégia de Trump de elogiar Lula e, ao mesmo tempo, denunciar o que chamou de “ditadura brasileira” coloca o presidente do Brasil em uma situação delicada.

“Deixou o presidente brasileiro numa situação impossível: ter que ir para a mesa de negociação ouvir verdades e negociar algo que não tem como cumprir. Entenderam que a anistia será ampla, geral e irrestrita?”, questionou Paulo.
Para Eduardo Bolsonaro e Figueiredo, Trump armou para Lula. Entenda - destaque galeria
5 imagens
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA
Paulo Figueiredo chamou advogado Jeffrey Chiquini de "oportunista" após crítica
Paulo Figueiredo durante entrevista anterior ao Metrópoles
Paulo Figueiredo
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA
1 de 5

Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA

Reprodução/X
Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA
2 de 5

Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, nos EUA

Reprodução/X
Paulo Figueiredo chamou advogado Jeffrey Chiquini de "oportunista" após crítica
3 de 5

Paulo Figueiredo chamou advogado Jeffrey Chiquini de "oportunista" após crítica

Reprodução /YouTube
Paulo Figueiredo durante entrevista anterior ao Metrópoles
4 de 5

Paulo Figueiredo durante entrevista anterior ao Metrópoles

Reprodução/YoutubeMetrópoles
Paulo Figueiredo
5 de 5

Paulo Figueiredo

Reprodução

Já na visão de Eduardo Bolsonaro, a fala de Trump não é “nada de novo”.

“Ele fez exatamente o que sempre praticou: elevou a tensão, aplicou pressão e, em seguida, reposicionou-se com ainda mais força na mesa de negociações. Ontem mesmo, sancionou a esposa do maior violador de direitos humanos da história do Brasil, um recado claro e direto”, destacou Eduardo.

Para o parlamentar, a postura de Trump reafirma sua “genialidade como negociador”. Eduardo declarou que o Brasil precisa estar ao lado dos EUA e disse estar confiante em uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

“Todo dia Trump elogia líderes do mundo inteiro, como os da Índia, China, Rússia. E coloca mais tarifas no bumbunzinho deles até que façam o que ele quer. Mas tudo com muito amor e carinho”, publicou Paulo Figueiredo.

Por fim, Eduardo Bolsonaro garantiu que apenas “alguém fora de si” poderia interpretar a fala de Trump como algo bom para a esquerda. “Trump ainda termina o assunto Brasil dizendo: ‘O Brasil vai mal e continuará indo mal, ele só irá bem se trabalhar conosco’. Para bom entendedor, meia palavra basta”.

Reunião de Lula com Trump

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta terça-feira (23/9) que uma conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, na próxima semana, deverá ser por telefone. Os dois líderes se encontraram em tom amistoso na Assembleia Geral da ONU e combinaram de ter essa conversa para tratar do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil.

Em entrevista concedida à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, o chanceler brasileiro destacou que havia a intenção de realizar um encontro presencial entre os mandatários, algo que não deve acontecer devido às agendas cheias dos presidentes.