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Mundo

Papa Francisco pede que famílias deixem celulares e conversem

O papa criticou o uso excessivo da tecnologia que tem prejudicado a comunicação entre as pessoas

29/12/2019 14:51, atualizado 29/12/2019 15:43
RICCARDO DE LUCA/AP/ESTADÃO CONTEÚDO
Papa Francisco pede que famílias deixem celulares e conversem

Durante a oração semanal do Angelus, na Cidade do Vaticano, o papa Francisco disse aos fieis que se concentravam na Praça São Pedro para conversar durante as refeições ao invés de usar telefones celulares.

“A família é um tesouro precioso que precisa ser apoiado e tutelado”, disse o papa neste domingo (29/12/2019).

No dia em que a Igreja celebra a Sagrada Família, Francisco falou sobre o impacto da tecnologia nas relações pessoais, citou Jesus, Maria e José e disse que é necessário retomar a comunicação entre as famílias. “Eles rezavam, trabalhavam e comunicavam entre si”, disse o papa, de acordo com a agência Vatican News.

“O termo ‘sagrada’ – começou explicando – insere essa família no âmbito de santidade que é dom de Deus mas, ao mesmo tempo, é uma adesão livre e responsável ao projeto de Deus. Assim foi para a família de Nazaré: foi totalmente disponível à vontade de Deus.”

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“Eu me pergunto se vocês, em suas famílias, sabem como se comunicar entre si ou se são como aquelas crianças que usam o celular durante as refeições, onde há um silêncio similar ao de uma missa, sem comunicação, criticou.

“Precisamos voltar a nos comunicar com nossas famílias. Pais, crianças, avós, irmãos e irmãs, essa é uma tarefa a ser tomada hoje, no dia da Sagrada Família”, disse.

Não é a primeira vez que o papa critica o uso excessivo de tecnologias. Em novembro, durante uma visita à Tailândia, ele disse que a tecnologia e a globalização estão “homogeneizando” os jovens em todo o mundo. Segundo ele, as mudanças são radicais ao ponto, inclusive, de converter a “individualidade e singularidade” cultural da juventude em espécies em risco de extinção.

O papa ainda rezou pelas vítimas do atentado terrorista ocorrido no último sábado (28/12/2019) em Mogadishu, na Somália.