Painel da ONU declara que prisão de Assange é injusta, diz governo sueco
Relatório deve ser publicado nesta sexta-feira (5/2). Ele é procurado na Suécia por acusações de assédio sexual, e no Reino Unido por não comparecer à Justiça

O Ministério das Relações Exteriores da Suécia afirmou nesta quinta-feira que o painel das Nações Unidas concluiu que Julian Assange, fundador do WikiLeaks, tem sido vítima de uma prisão “injusta” na Embaixada do Equador em Londres, onde ele buscou refúgio em 2012.
A Suécia teve acesso ao relatório, que deve ser publicado nesta sexta-feira (5/2). “É uma conclusão diferente daquela que as autoridades suecas chegaram”, disse a porta-voz do Ministério, Katarina Byrenius Roslund.
Já o grupo de trabalho que se debruçou sobre o caso disse que só se pronunciará na sexta (5), disse Christophe Peschoux, do escritório de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Um desfecho favorável a Assange não teria implicações sobre os governos sueco e britânico, que querem prender e questionar o fundador do Wikileaks. Mas representaria uma vitória pública dele sobre seus detratores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Suécia procura Assange por acusações de assédio sexual, enquanto autoridades do Reino Unido o procuram por não comparecer à Justiça. Em seu perfil no Twitter, ele disse que espera ter seu passaporte devolvido e ser livre para voltar a viajar após o relatório da ONU.
“Caso o painel decida a meu favor e contra os governos da Suécia e do Reino Unido, eu espero que meu passaporte seja devolvido imediatamente e que cessem as tentativas de me prender”, escreveu.
À Associated Press, um de seus advogados disse que Assange pode viajar ao Equador, que já concedeu asilo político a ele, caso ele recupere sua liberdade e seu passaporte. Fonte: Associated Press.



