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Mundo

Oposição reclama de gastos do governo em evento do UFC de Trump

Apesar de o UFC ter investido US$ 60 milhões em custos de produção do mega-evento, os gastos também vieram dos contribuintes

Repórter de Mundo14/06/2026 22:47, atualizado 14/06/2026 22:55
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Reprodução UFC
UFC na Casa Branca - Metrópoles

Um verdadeiro octógono foi montado nos jardins da Casa Branca, em Washington, capital dos Estados Unidos, neste domingo (14/6). A estrutura será palco do evento intitulado UFC Freedom 250, que faz parte das comemorações do 250º aniversário do país e também do aniversário de Donald Trump, que completa 80 anos hoje.

Trata-se de uma estrutura de aço chamada de “garra”, com 28 metros de altura. O local foi montado para acomodar cerca de 4 mil espectadores e as lutas serão transmitidas em telões no parque Ellipse – que fica próximo à Casa Branca – para mais de 80 mil pessoas. A Paramount Plus também transmitirá o evento ao vivo.

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Trump e Dona White
A Garra, arena do UFC na Casa Branca
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Lutadores que vão lutar no UFC de Trum na Casa Branca
Diego Lopes venceu Steve Garcia
Trump e Dona White em sacada da Casa Branca para ouvir o hino e o razante dos caças
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A Garra, arena do UFC na Casa Branca
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A Garra, arena do UFC na Casa Branca

Andrew Harnik/Getty Images
Caças norte-amercianos fazem razante após hino no UFC de Trump
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Lutadores que vão lutar no UFC de Trum na Casa Branca
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Diego Lopes venceu Steve Garcia
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Reprodução/UFC via X
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Eisenhower Executive Office Building transformado em vestiário de UFC
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Famoso locutor Bruce Buffer
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UFC na Casa Branca
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UFC na Casa Branca

Reprodução UFC

Segundo a mídia internacional, o UFC está investindo US$ 60 milhões em custos de produção, mas os contribuintes norte-americanos também arcam com parte do valor. De acordo com a CNN internacional, democratas e até alguns republicanos não vêem com bons olhos o dinheiro investido nesse tipo de evento, principalmente tendo como pano de fundo a dispendiosa guerra com o Irã, ainda sem um fim definitivo.

A ex-congressista republicana de direita, Marjorie Taylor Greene, por exemplo, foi a público e criticou o plano de Trump: “Acho as lutas do UFC ótimas. Gosto de assisti-las, mas, para ser sincero, não acho que elas combinem com o gramado da Casa Branca. E eu não acho que o dinheiro dos contribuintes americanos deva ser usado para pagar por isso. Temos muitas outras coisas importantes para custear.”

De acordo com o The Guardian, a Public Integrity Project, uma organização sem fins lucrativos, entrou com uma ação judicial para impedir a realização da luta do UFC, mas, na sexta-feira (12), um juiz federal decidiu que o evento poderia prosseguir.

“No início deste mês, uma pesquisa da Reuters/Ipsos revelou que apenas 16% dos americanos consideravam o evento apropriado”, afirmou o jornal britânico. 

“Deixando a política de lado, este promete ser um dos eventos mais bizarros, intrigantes e divertidos da história do UFC”, classificou o The New York Post.

Os embates

Serão sete lutas que envolverão 14 lutadores.  O presidente e CEO do Ultimate Fighting Championship, Dana White, marcou presença na sede do executivo norte-americano e deve assistir aos embates ao lado de Trump, já que são amigos de longa data.

Entre os participantes está o brasileiro Alex “Poatan” Pereira, que lutará com o francês Ciryl Gane, pelo cinturão interino dos pesos-pesados. 

Foto colorida de Donald Trump e Poatan - Metrópoles
Alex Poatan apertando a mão de Donald Trump

O presidente dos EUA, porém, não ficará muito tempo após as lutas. Espera-se que ele parta para a cúpula do G7 na França imediatamente após os combates.