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ONU fala em “consequências catastróficas” após ataque dos EUA ao Irã

Secretário-geral da ONU, António Guterres usou as redes sociais para expressar preocupação e disse que é preciso “evitar espiral do caos”

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1 de 1 imagem colorida mostra secretário geral da ONU antonio guterres - Metrópoles - Foto: Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

Após o ataque dos Estados Unidos às instalações nucleares do Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres (foto em destaque), usou as redes sociais para expressar preocupação com a escalada da tensão entre os países.

Guterres enfatizou que “não há solução militar” e alertou para o risco de que o conflito “saia rapidamente do controle, com consequências catastróficas para os civis, a região e o mundo”.

“Apelo aos Estados-Membros para que diminuam a tensão e cumpram as suas obrigações da Carta da ONU e de outras regras do direito internacional. Neste momento perigoso, é fundamental evitar uma espiral de caos. Não há solução militar. O único caminho a seguir é a diplomacia. A única esperança é a paz”, escreveu.

Ataque americano

O ataque ocorreu neste sábado (21/6) e foi anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O caso acontece em meio ao embate entre Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

Fordow, uma das instalações subterrâneas afetadas, tem capacidade para operar 3 mil centrífugas para enriquecimento de urânio, segundo estimativas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para assuntos nucleares.

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Segurança armado passa por um cartaz com um retrato do falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini
Policiais israelenses em desarmamento de bombas são vistos trabalhando no local do impacto após um míssil supostamente lançado do Irã atingir a cidade de Bersheba, no sul de Israel
A polícia e a defesa civil realizam operações na área após o míssil disparado do Irã que atingiu a cidade de Haifa, no noroeste de Israel
Vista aérea dos danos causados por um míssil lançado do Irã
Seguranças caminham pelos escombros da sede da Rede de Notícias da República Islâmica do Irã (IRINN), localizada no complexo da televisão estatal do Irã
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Seguranças caminham pelos escombros da sede da Rede de Notícias da República Islâmica do Irã (IRINN), localizada no complexo da televisão estatal do Irã

Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images
Segurança armado passa por um cartaz com um retrato do falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini
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Segurança armado passa por um cartaz com um retrato do falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini

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Policiais israelenses em desarmamento de bombas são vistos trabalhando no local do impacto após um míssil supostamente lançado do Irã atingir a cidade de Bersheba, no sul de Israel
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Policiais israelenses em desarmamento de bombas são vistos trabalhando no local do impacto após um míssil supostamente lançado do Irã atingir a cidade de Bersheba, no sul de Israel

Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images
A polícia e a defesa civil realizam operações na área após o míssil disparado do Irã que atingiu a cidade de Haifa, no noroeste de Israel
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A polícia e a defesa civil realizam operações na área após o míssil disparado do Irã que atingiu a cidade de Haifa, no noroeste de Israel

Alkharouf/Anadolu via Getty Images
Vista aérea dos danos causados por um míssil lançado do Irã
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Vista aérea dos danos causados por um míssil lançado do Irã

Yair Palti/Anadolu via Getty Images

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora da paz! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Guerra entre Irã e Israel

Israel começou a atacar o Irã em 13 de junho, com a alegação de que o país do aiatolá Khomeini  estava próximo de desenvolver armas nucleares. O Irã, por outro lado, afirma que o programa nuclear do país é para fins pacíficos.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, se reuniu com líderes do Reino Unido, da França e da Alemanha na sexta-feira (20/6) em busca de solução diplomática para sanar o conflito entre Israel e Irã.

A reunião aconteceu em Genebra, na Suíça, onde, em 2013, foi estabelecido o primeiro acordo entre o Irã e potências mundiais para impor limites ao programa nuclear iraniano – em troca, seriam retiradas sanções econômicas ao país. Já Donald Trump, em seu primeiro mandato, retirou os Estados Unidos do acordo.

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