ONU condena mortes na Bolívia e alerta que situação pode piorar

Número de vítimas já chega a 18. Protestos no país se agravaram um dia após resultado das eleições anunciar vitória de Evo Morales

Lokman Ilhan/Anadolu Agency via Getty ImagesLokman Ilhan/Anadolu Agency via Getty Images

atualizado 16/11/2019 21:14

A Alta Comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, condenou neste sábado (16/11/2019) “o uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia e pelo Exército” que pode fazer com que a situação na Bolívia “saia do controle”.

Bachelet também condenou o número de mortes, que já chega a 18 desde o início dos conflitos no país, que giram em torno da apuração das eleições gerais realizadas em 20 de outubro. Apoiadores e opositores de Evo Morales, hoje asilado no México, seguem nas ruas em graves conflitos.

“Condeno essas mortes. Trata-se de um desenvolvimento extremamente perigoso, pois longe de apaziguar a violência, é possível que a agrave”, declarou a ex-presidente do Chile.

Entenda
Evo Morales está asilado no México desde terça-feira (12/11/2019), após ter renunciado à Presidência da Bolívia no domingo (10/11/2019). Um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontar que houve irregularidades nas eleições gerais, realizadas em 20 de outubro.

Na ocasião, Evo Morales foi eleito em primeiro turno para um quarto mandato, mas denúncias de fraudes na votação aumentaram a tensão no país, além de constantes protestos violentos. Devido a essa situação, o presidente perdeu o apoio dos militares, que “pediram” a saída dele do cargo.

O ex-presidente estava no comando da Bolívia desde 2006. Ao visar as eleições deste ano, sua candidatura foi contestada. O argumento da oposição era de que o limite de mandatos viola a garantia constitucional de que qualquer cidadão tem o direito de se candidatar.

Na última terça, a senadora Jeanine Añez se autoproclamou presidente da Bolívia. Na ocasião, não houve quórum suficiente para decidir a situação.

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