Novos estudos reforçam hipótese de que Covid surgiu em mercado chinês
Em textos publicados na Science, cientista que lidera as pesquisas sobre o trajeto da doença, Michael Worobey, reforça a hipótese

Novos estudos publicado na Science Magazine reforçam a hipótese de que o Sars-CoV-2 (Covid-19) surgiu de um grande mercado de animais de Wuhan, na China. Na publicação, o cientista que lidera as pesquisas sobre o trajeto da doença, Michael Worobey, destaca que as moléculas do vírus estavam geograficamente ligadas ao local.
“Todos os oito casos de COVID-19 detectados antes de 20 de dezembro eram do lado oeste do mercado, onde também eram vendidas espécies”, diz trecho do estudo. A análise também reforçou a conclusão de que o vírus não foi desenvolvido em laboratórios, como algumas pessoas apontavam desde o início da pandemia.
O agrupamento é muito, muito específico”, disse Kristian Andersen, coautor do estudo e professor do Departamento de Imunologia e Microbiologia da Scripps Research. Para Andersen, é mais uma “indicação de que o vírus começou a se espalhar em pessoas que trabalhavam no mercado”.
A equipe de Worobey também demonstrou, no ano passado, que o primeiro paciente com Covid-19 foi uma vendedora de um mercado de Wuhan. Na ocasião, a OMS ainda acreditava que o primeiro caso atendido havia sido o de um contador, que morava bem longe da província chinesa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesWorobey é chefe de ecologia e biologia evolutiva da Universidade do Arizona. Também tornou-se referência e um dos principais profissionais em rastrear a evolução dos vírus.




















