Novo presidente peruano afirma que vai dar um basta à corrupção
Vizcarra, que até esta sexta era primeiro vice-presidente e embaixador peruano no Canadá, recebeu a faixa presidencial e prestou o juramento

O novo presidente do Peru, Martín Vizcarra, iniciou seu mandato nesta sexta-feira (23/3) afirmando que “chegou a hora de dizer basta” à corrupção no país. “A justiça deverá atuar com independência, responsabilidade e rapidez, mas, ao mesmo tempo, o que aconteceu deve marcar o ponto final de uma política de ódio e confronto, de uma política de ódio e confronto que só prejudicou o país”, declarou ele depois de assumir o cargo. A informação é da EFE.
No seu discurso solene perante o Congresso, Vizcarra abordou diretamente a questão da corrupção generalizada e das práticas desonestas que marcaram o final da presidência do seu predecessor, Pedro Pablo Kuczynski, assim como a inimizade e a disputa existente entre os poderes do Estado.
“A classe política e os que controlamos cargos temos obrigação de dar resposta às necessidades, reivindicações e aspirações dos peruanos e não nos enredar em brigas que terminam causando um enorme prejuízo ao Peru”, acrescentou.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMartín Vizcarra disse querer que seu governo marque um “ponto final” nessa época e que inicie uma “refundação institucional do país onde a democracia e o respeito nacionais sejam bandeiras”.
Ele tomou posse nesta sexta-feira como novo presidente do Peru, após o Congresso peruano aceitar a renúncia de Kuczynski, envolvido em uma grave crise política.
Vizcarra, que até esta sexta era primeiro vice-presidente e embaixador peruano no Canadá, recebeu a faixa presidencial e prestou o juramento do cargo, que deverá exercer até 28 de julho de 2021, perante o presidente do Congresso, o fujimorista Luis Galarreta.
Kuczynski renunciou pressionado pelo Congresso, perante evidências, em vídeo e áudio, das tentativas de seus aliados políticos, e de pelo menos um funcionário e um ministro, de comprar o voto de um legislador opositor para impedir a sua destituição (impeachment) por causa dos seus vínculos com a construtora brasileira Odebrecht.



