Novak Djokovic deixa a Austrália após ter visto cancelado pela Justiça

Atleta precisou sair do país, e com isso fica de fora do Aberto da Austrália. Sua participação estava marcada para esta segunda-feira (17/1)

atualizado 16/01/2022 9:43

Amin Mohammad Jamali/Getty Images

O tenista sérvio Novak Djokovic deixou a Austrália neste domingo (16/1) após a Justiça Federal rejeitar um recurso contra o cancelamento do seu visto pelo governo do país. Ele causou num imbróglio diplomático por não ter  se vacinado contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

Depois da decisão, o atleta precisou sair do país, e com isso ficou de fora do Aberto da Austrália, que começará nesta segunda-feira (17/1).

Djokovic deixou o território australiano a bordo de um avião da companhia aérea Emirates com destino a Dubai, poucas horas depois da decisão do tribunal.

“Estou extremamente desapontado com a decisão do Tribunal de indeferir meu pedido de revisão judicial da decisão do Ministro de cancelar meu visto, o que significa que não posso permanecer na Austrália e participar do Aberto da Austrália”, disse Djokovic em um comunicado divulgado após a audiência.

 

Este é mais um desdobramento da novela envolvendo a chegada do tenista ao país, que envolveu até a detenção do atleta em hotel de refugiados. Na segunda-feira (10/1), em uma reviravolta, a Justiça da Austrália determinou a libertação do tenista.

Djokovic chegou ao país na semana passada, mas acabou barrado no aeroporto ao apresentar um atestado de isenção de vacina, que não foi reconhecido como válido pelas autoridades locais.

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Ele chegou a receber um atestado do governo estadual de Victoria e da organização do Aberto da Austrália, após fornecer informações de exames feitos com painéis médicos independentes. Assim, conseguiu a aprovação do visto, mais tarde revogada pelas autoridades federais.

O governo australiano controla a entrada de estrangeiros exigindo a comprovação de vacinação contra Covid, mas aceita receber pessoas não vacinadas quando comprovada a isenção médica.

Os advogados do governo australiano argumentaram que a permanência de Djokovic no país estimulava a não vacinação contra a Covid-19, dizendo que o sérvio teve diversas chances de se imunizar.

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