Nos EUA, Uber teve 3 mil ataques sexuais – 235 estupros – em 2018

Empresa divulgou aguardado estudo com informações sobre segurança nas corridas. No ano passado, empresa registrou 19 ataques com morte

Felipe Menezes/Metrópoles

atualizado 05/12/2019 23:42

A Uber apresentou nesta quinta-feira (05/12/2019), nos Estados Unidos, um relatório que vinha sendo muito cobrado por autoridades reguladoras e associações de consumidores e passageiros sobre segurança nas corridas com o aplicativo no país. O estudo, referente a 2018, revelou que foram registrados cerca de 3 mil ataques sexuais em veículos vinculados à empresa. O número de estupros chegou a 235.

A publicação dos dados surgiu em meio a crescentes críticas que a companhia tem recebido sobre suas práticas de segurança e aumento da pressão para que melhore a transparência em relação a problemas que afetam as corridas no país – algo semelhante ocorre em muitos outros lugares onde a empresa atua, como no Brasil.

No balanço, abrangente, a Uber cita abusos sexuais divididos em 21 categorias. A ênfase, todavia, fica em cinco consideradas mais graves. Além dos estupros, a companhia cita “centenas” de notificações de ataques, variando de toques indesejados a beijos forçados e tentativas de estupro – tendo motoristas e passageiros como agressores.

O estudo não limitou-se a trazer à luz os relatos de ataques sexuais. Avaliou notificações de outros problemas graves, como mortes durante as corridas. Em 2017 e 2018, assinala o texto, houve 107 acidentes com morte envolvendo veículos do aplicativo – 97 deles, com usuários. Também houve 19 agressões físicas letais no mesmo período. A companhia registrou ter uma média aproximada de 3,1 milhões de corridas a cada dia nos EUA.

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