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Em visita à capital paulista, nesta segunda-feira (9/7), a ativista paquistanesa Malala Yousafzai defendeu a educação a longo prazo, em especial, como melhor investimento para o desenvolvimento feminino. “O empoderamento das meninas vem da educação, tem a ver com emancipação”, disse, ao participar de um evento em São Paulo.

Malala é a pessoa mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos de idade. Com 15 anos, ela foi baleada pelo Talibã, por se manifestar contra a proibição da educação para mulheres. A paquistanesa lembra que, quando era uma aluna em seu país, outras colegas de sua classe também defendiam o ensino para o público feminino. “A diferença é que os meus pais nunca me impediram de falar o que eu pensava”, disse.

A ativista lembrou uma situação na qual uma colega da escola chegou atrasada para aula. A garota tinha de esperar os pais saírem de casa e, assim, sair para estudar escondida. “O papel dos pais e das mães é fundamental no empoderamento feminino”, disse. “As mulheres devem se expressar. É preciso quebrar essas barreiras”, completou.

Viagem ao Brasil
Um dos objetivos da ativista no Brasil é “achar meios para que 1,5 milhão de meninas [fora da escola] tenham acesso à educação”. Outra razão que levou Malala a viajar ao país foi a força dos ativistas locais descobertos por ela. A ativista pretende promover a educação entre as comunidades brasileiras menos favorecidas, especialmente afro-brasileiras.