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Netanyahu na ONU: "Dar Estado aos palestinos é como dar à Al Qaeda"

Netanyahu associa a Palestina aos atentados do grupo Hamas, e teme que reconhecimento provoque mais ataques a Israel

Repórter de Mundo26/09/2025 11:44, atualizado 26/09/2025 13:13
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Michael M. Santiago/Getty Images
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mostra cartaz na ONU - Metrópoles

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que reconhecer a Palestina depois do atentado de 7 de Outubro é como “dar um Estado à Al Qaeda depois de 11 de Setembro”. Nesta sexta-feira (26/9), Netanyahu também fez críticas ao grupo Hamas e sinalizou que palestinos compactuam com a ofensiva a Israel.

“Dar aos palestinos um Estado a 1,6 km de Jerusalém depois de 7 de Outubro é como dar à Al-Qaeda um Estado a 1,6 km de Nova York depois de 11 de Setembro. Isso é pura loucura. É insano, e não faremos isso”, destacou.

Netanyahu discursou na ONU com plenário praticamente vazio, pois boa parte das delegações deixou o local em protesto a Israel.

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa na ONU
Delegações deixam plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu na ONU
Delegações da ONU deixam a assembleia após chegada de Netanyahu
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa na ONU
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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa na ONU

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Delegações deixam plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu
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Delegações deixam plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu

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Delegações da ONU deixam a assembleia após chegada de Netanyahu
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Delegações da ONU deixam a assembleia após chegada de Netanyahu

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O líder israelense alegou que o reconhecimento da Palestina — concedendo o Estado de Jerusalém, vizinho de Israel — coloca a segurança do país em risco. Ao citar os atentados de 7 de Outubro, Netanyahu associa a Palestina aos ataques do grupo Hamas, e teme que o reconhecimento provoque ofensiva direta contra o território e civis israelenses.

Durante o discurso, o premiê israelense citou motivos que inviabilizam um cessar-fogo, como a desconfiança de negociar com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, alegando que ele tem um governo corrupto e faz falsas promessas de reforma no país, ao enfatizar que não copactua com o Hamas. No pensamento de Netanyahu, reconhecer o estado da Palestina, extenderia a ameaça “terrorista” do Hamas.

“Vocês devem saber que a Autoridade Palestina paga terroristas para matar judeus. Quanto mais judeus os terroristas matam, mais a Autoridade Palestina paga”, argumentou.

Na conferência, Netanyahu também fez diversas críticas ao Hamas, culpando o grupo terrorista pela crise humanitária em Gaza ao alegar que eles estariam roubando as “toneladas” de comida que Israel oferece com os caminhões de ajuda humanitária. O premiê israelense deixou claro que, para o fim da guerra, é necessário que Hamas entregue os reféns de imediato.