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Mundo

Netanyahu dissolve gabinete de guerra em Israel

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu acabar com o gabinete de guerra após saída de oposição do grupo

17/06/2024 07:02, atualizado 17/06/2024 09:29
Assessoria de Imprensa do Governo de Israel/ Anadolu via Getty Images
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visita soldados israelenses enquanto inspeciona a região onde os soldados estão posicionados nos assentamentos de Be'eri e Kfar Aza, no sul de Israel, perto da fronteira com Gaza, em 14 de outubro de 2023

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, decidiu dissolver o gabinete de guerra, criado dias depois da chacina promovida pelo grupo extremista Hamas em território israelense. O gabinete se tornou uma espécie de concessão em nome da coalizão de opositores e situacionistas contra Hamas e Hezbollah.

O presidente do partido Unidade Nacional, o moderado Benny Gantz, aceitou se unir à coligação proposta por Netanyahu se integrasse o tal gabinete, que tinha três membros principais. Gantz era um deles, mas abandonou a iniciativa na semana passada e levou com ele Gadi Eisenkot, observador do grupo.

Para o jornal Times of Israel, o escritório do primeiro-ministro explicou que, como não existe mais a coalizão de emergência, também não é mais necessário o gabinete de guerra.

Pressão da extrema direita sobre Netanyahu

Serviu também para a dissolução, a pressão feita constantemente pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, de extrema direita, para entrar no fórum.

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A partir de agora, Netanyahu e o ministro da Defesa, Yoav Gallant, vão realizar consultas com outras autoridades para tomar decisões em relação à guerra. E, ao que tudo indica, vão excluir também Ben Gvir de qualquer tipo de debate.